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  1. A infâmia agora tem um preço - 7,75 euros!

    segunda-feira, 7 de setembro de 2015


    A partir de 1 de Outubro de 2015 todas as mulheres que pretenderem fazer uma interrupção voluntária da gravidez (IVG) têm de pagar uma taxa de sete euros e setenta e cinco cêntimos. Chamam a esta taxa de moderadora, mas quando sabemos que os números da IVG têm vindo a diminuir a ver vamos se esta taxa infame que fará alguma diferença.
    Mais do que os cerca de oito euros, o que importa é registar o sinal ideológico que a maioria PSD/CDS dá em final da legislatura. IVG sim, mas com taxa!

    Contudo, resta alguma esperança.
    "É uma marca da direita e é uma marca de retrocesso muito grande, que só pode ter uma resposta com uma maioria do PS: a pura e simples revogação e eliminação da nova lei", disse António Costa a propósito desta alteração à lei IVG.

  2. Publicação de artigo

    sexta-feira, 4 de setembro de 2015

    Foi publicado na revista Studia, número 18, o meu artigo: Sexualidade e Educação Sexual de Crianças e Jovens com Dificuldade Intectual e Desenvolvimental: Contributo Teórico.

    Está disponível aqui.

  3. PRESSE distinguido com prémio internacional

    quarta-feira, 29 de julho de 2015

    O Programa Regional de Educação em Saúde Escolar (PRESSE) venceu o Prémio de Excelência e Inovação em Educação Sexual, atribuído pela Associação Mundial de Saúde Sexual. Este prémio foi igualmente atribuído à Associação Sueca para a Educação Sexual. 
    Esta merecida distinção foi entregue no decorrer do 22º Congresso da Associação Mundial de Saúde Sexual, evento que se realizou entre 25 e 28 de julho de 2015, em Singapura

    Relembre-se que o PRESSE foi criado em 2008 por um grupo de trabalho multidisciplinar: é promovido pela ARS do Norte, através do seu Departamento de Saúde Pública, em parceria com a Direcção Regional de Educação do Norte. O programa visa a implementação da educação sexual nas escolas, "de uma forma estruturada e sustentada, envolvendo o trabalho conjunto entre os profissionais de educação e de saúde escolar".

    Parabéns a todos os profissionais que, de alguma forma, deram o seu contributo para o sucesso deste programa.

  4. Concordo plenamente!

    sexta-feira, 17 de julho de 2015

    A propósito das manifestações da comunidade portuguesa sobre o programa de Educação Sexual em Ontário, no Canadá.
    Ouçam esta hora do sexo.

  5. Não lhes feche a porta!

    sábado, 11 de julho de 2015

    A campanha da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, de combate à violência e à discriminação, por orientação sexual ou identidade de género tem por lema "Não lhes feche a porta".
    A campanha, que vai realizar-se a nível nacional, "tem por objectivo sensibilizar a população em geral, e particularmente as famílias, para a violência que é exercida", em particular "sobre muitas pessoas jovens, em muitos casos dentro de um círculo muito próximo", segundo a comissão.
    Recursos, campanha e demais informações podem ser encontradas aqui.


  6. As metas de aprendizagem - marca do reinado de Crato - já estão em vigor em diferentes disciplinas e em diferentes anos de escolaridade. No próximo ano entram em vigor as de Ciências Naturais - 9.º ano. Em consequência desta implementação também temos a adopção de novos manuais, adaptados às já referidas metas. Refira-se que as metas são o "referencial primordial da avaliação dos alunos a partir do ano escolar em que se tornem obrigatórias" (Despacho n.º 9633/2014 de 25 de Julho, ponto 3).
    Na sequência do atrás exposto, importa analisar as referidas metas e a forma como elas estão a ser transpostas para os diferentes manuais. É isso que faremos seguidamente.


    As metas, no que concerne à sexualidade humana, apresentam o subdomínio "Transmissão da Vida" e dentro deste o tópico "Compreender o Funcionamento do Sistema Reprodutor Humano". Olhando para as 12 metas não se encontra um único sinal de algo para além da vertente biológica da sexualidade. Não tinha de a ter, pois estamos na presença de metas de Ciências Naturais, mas os alunos são dotados de inteligência e sabem ler nas entrelinhas! 
    Importa, ainda, destacar que alguns tópicos são abusivamente menosprezados. Reparem que as infecções sexualmente transmissíveis se resumem a "caracterizar, sumariamente, três doenças do sistema reprodutor". Destaquei propositadamente as palavras "sumariamente" e "três". Por outro lado, a contracepção e o planeamento familiar desapareceram deste documento.
    Considero positiva, mas ao mesmo tempo perversa, a inclusão de uma meta específica sobre a importância do aleitamento materno. Naturalmente, é de louvar esta inclusão, mas ao incluí-la e deixar de fora a contracepção não se estará a passar aos alun@s - que, repito, são dotados de inteligência - a ideia de reprodução com o objectivo de procriação. Fica a dúvida no ar.



    Relativamente aos manuais, sabemos que estes são a interpretação do autores sobre os documento de referência, assim, há discrepâncias entre a forma como abordam os diferentes tópicos. Na tabela seguinte fazemos uma análise, centrada nos tópicos atrás referidos, dos manuais que poderão ser adoptados no próximo ano lectivo.



  7. Aconteceu hoje (21:30h) mais um webinar do Projeto WebEducaçãoSexual. 
    Está disponível para ver em qualquer altura. A temática é muito interessante.


  8. Tenho lido algumas interpretações menos sérias, para não usar outro adjectivo, dos números da interrupção da gravidez, em 2014, em Portugal. Descubram as diferenças nas duas imagens seguintes:










    Para tirarem as vossas conclusões e não se deixarem encarneirar ou tirar conclusões mais sensacionalistas, podem consultar o relatório da Direcção Geral de Saúde aqui

    Eu, neste espaço, faço três comentários: 
    1) Houve 59 jovens com menos de 15 anos a fazerem interrupção da gravidez em 2014 (destas 52 fizeram-no por sua opção), mas não será preferível este dado a ter 59 mães adolescentes?
    2) Os números da interrupção da gravidez relativos ao ano de 2014 diminuíram 9,3% relativamente ao ano anterior.  

    3) Oito mulheres já fizeram 10 ou mais interrupção da gravidez. [Ao cuidado do Correio da Manhã]  

  9. O amor

    segunda-feira, 15 de junho de 2015



  10. Apesar do artigo falar em pais confusos sobre a identidade de género em crianças, eu acrescentaria que este texto também é de leitura obrigatória para todas(os) as(os) educadoras(es) e professoras(es).


    É conciso, objectivo e centra-se na opinião de uma especialista mundial no assunto. É um artigo fundamental para quem quer entender todo o enquadramento e complexidade desta temática.

    Está aqui.

  11. Mais um importante documento que me passou despercebido...até hoje!

    O documento é da autoria da Fundo para a População das Nações Unidas (UNFPA em inglês) e intitula-se "Operational Guidance for Comprehensive Sexuality Education: A Focus on Human Rights and Gender". É de Dezembro de 2014, mas só agora, meio ano depois, foi detectado pelo nosso radar.

    Pode ler na introdução o propósito deste documento:
    "The right of access to comprehensive sexuality education (CSE) is grounded in fundamental human rights and is a means to empower young people to protect their health, well-being and dignity. This Operational Guidance sets out UNFPA’s framework for CSE, which is one of five prongs to UNFPA’s Adolescent and Youth Strategy. It is also linked with the other four prongs, which are focused on: evidenced-based advocacy for development, investment and implementation; building capacity for sexual and reproductive health service delivery, including HIV prevention, treatment and care; bold initiatives to reach the most vulnerable; and youth leadership and participation."

  12. Mais de mil das quase seis mil meninas residentes em Portugal que integram comunidades que praticam a mutilação genital feminina (MGF) podem estar em risco de serem sujeitas à prática, conclui um estudo europeu.

    Juntamente com a Irlanda e a Suécia, Portugal é um dos países-piloto do estudo "Estimativa das meninas em risco de mutilação genital feminina na União Europeia", realizado pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE).
     
    Segundo a pesquisa, a taxa de risco das meninas até 18 anos residentes em Portugal (tendo ou não nascido no país) e pertencentes a comunidades que mantêm uma prática com efeitos físicos e psicológicos permanentes é de 5 a 23% – correspondentes a 292 e 1342 meninas. 
    Ler o resto aqui    
     
    || Fonte: Público

  13. The case for starting sex education in kindergarten

    A notícia, acima apontada, explicita como se desenrola a educação sexual das crianças em idade pré-escolar na Holanda. Faz uma análise dos tópicos que são abordados e aponta o quanto este precoce início da educação para a sexualidade pode contribuir para uma vivência saudável e responsável da sexualidade na adolescência e na idade adulta.

    Partilho um exemplo de uma planificação de uma aula (sessão) de educação para a sexualidade usada no programa referido na noticia. (aqui)

    Este pequeno vídeo mostra um pouco do que por lá é feito.

  14. Um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) concluiu que mais de um quarto dos jovens considera a violência psicológica algo natural e cerca de 31% dos rapazes acha legítimo pressionar a parceira para ter relações sexuais.

    Quando o assunto é violência no namoro o objectivo é estabelecer os limites entre o que é amor e o que é violência. Embora pareça simples, nem sempre as pessoas têm noção desses limites e muitos vivem relações violentas convencidos de que é tudo normal, de que é amor.
    Um estudo realizado no âmbito do projecto Artways – Políticas Educativas e de Formação contra a Violência e Delinquência Juvenil comprovou isso mesmo concluindo que 27% dos jovens inquiridos consideram normal a violência psicológica e, pelo menos, 7% já foi vítima de agressão física. A violência psicológica é, por vezes, a que passa mais despercebida, mas que pode acontecer de várias formas que podem até ser muito simples. Actos como pegar no telemóvel do companheiro sem autorização ou proibir o uso de determinadas peças de roupa são considerados normais numa relação. “Parecem inócuos, mas a ideia de controlo, de que o meu namorado é minha posse, já são sinais de violência”, avisa Maria José Magalhães, presidenta da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). (ler o resto da notícia)

  15. Agenda

    quarta-feira, 27 de maio de 2015

    No próximo dia 30 de Maio de 2015 estarei na Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve para proferir uma comunicação sobre sexualidade e educação sexual na infância e início da adolescência.
    Esta actividade está inserida no seminário de encerramento das actividades lectivas do Mestrado de Educação de Infância.
    O programa completo pode ser consultado aqui.

  16. Comemora-se hoje o Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Este ano o mote é reconhecer e proteger os direitos das crianças e jovens LGBT e erradicar todas as formas de violência e discriminação de que são alvo.
    Existe um sítio net dedicado a este dia onde é disponibilizado um vasto leque de materiais. Um deles é um poster com dados sobre a razão para existência de um dia para  defender os direitos da comunidade LGBT.

  17. Partilho um artigo do Público que dá conta da forma como a Suécia lida com a igualdade de género. Desde logo tem um Governo que se define como feminista e pasme-se - uma ministra da Igualdade. Como se tal não bastasse, este elenco governativo tem criado um quadro legislativo que encoraja (e até obriga) a que igualdade seja uma realidade - por exemplo, obrigar 40% de mulheres a mandar e incentivar a partilha de licenças parentais. 


    Atentem neste excerto:
    "No Centro Täppan, um jardim-de-infância de Estocolmo conhecido pelo seu “trabalho na área da igualdade de género” com as crianças, quase não há carrinhos e não se avistam Barbies. Aqui, aposta-se em brinquedos “mais neutros” do ponto de vista do género, explica Yvonne Häll, a coordenadora da instituição que todos os dias recebe 80 crianças entre os 12 meses e os cinco anos.
    Yvonne Häll mostra como se trabalham “outros materiais” — panos, papel, madeiras, adereços vários, de chapéus a sapatos antigos, de vestidos de bailarina a fatos de pirata. Faz parte de um plano: “Encorajamos as crianças a ter tolerância e respeito umas pelas outras. Não construímos espaços para rapazes ou para raparigas. Utilizamos diferentes tipos de materiais e tentamos que as crianças os explorem. Se um rapaz veste um vestido, a menina não diz: ‘Ah, não podes usar isso porque és rapaz’ — aqui eles não têm essa atitude, são crianças muito pequenas, não trazem isso com elas, e nós não alimentamos estereótipos.”
    A ideia é libertar as crianças das expectativas e das exigências que a sociedade tem, tradicionalmente, em relação a rapazes, por um lado, e raparigas, por outro. E se o menino chega a casa e diz aos pais que andou a experimentar vestidos, não lhe vêm pedir explicações?
    A educadora de infância sorri: “Imaginem um círculo onde estão várias qualidades que uma pessoa pode ter: a bondade, a inteligência, etc… aqui, queremos oferecer a cada criança todas as boas qualidades. Não dizemos assim: ‘Esta qualidade é de menina e esta de menino.’ Damos tudo a todos e eles farão depois as suas escolhas sobre o que querem ser. Quando se explica isto aos pais, ninguém contesta. Porque é simples.” 
    (todo o artigo aqui)

  18. Educação Sexual: do Saber ao Fazer.

    terça-feira, 12 de maio de 2015

    Partilho um excelente trabalho organizado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Braga/Sul. O título diz tudo - é preciso saber e saber fazer educação sexual. Para além de um conjunto de artigos teóricos, apresenta relatos de práticas de educação sexual nos diferentes ciclos de ensino. 
    Leitura obrigatória!

    TOMO I 

    TOMO II

  19. Está uma adolescente preparada para ser mãe? Há diferença se resulta ou não de uma violação? O que ela tem a dizer conta na decisão de ter ou não o bebé? Quais os efeitos para o futuro? Muitas perguntas e muitas resposta porque não há uma fórmula igual para ajudar cada uma das jovens. Entre 2014 e 2011 nasceram em Portugal 212 bebés de mães com menos de 15 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. (ler o resto aqui)
    Fonte: DN

  20. Não tenho a minha vagina comigo!

    sábado, 9 de maio de 2015

    Em Montreal, no Canadá, uma estudante foi suspensa da sua escola devido às respostas que deu num teste de educação sexual. A aluna em questão chama-se Mariah Fridman e tem 14 anos. A irmã da adolescente denunciou a situação e partilhou numa rede social as respostas que Mariah havia dado num teste sobre objeções ao uso do preservativo.


    Há, no entanto, alguns pormenores nesta notícia que me deixam desconfiado. Vejamos: 
    1) Tanto quanto sei, não existe uma disciplina de educação sexual nos currículos canadianos, como é referido nalgumas notícias; 
    2) Não me parece que 'teste' seja o termo mais adequado para definir o documento, pois não me parece que tenha como objectivo avaliar conhecimentos; 
    3) Alguns termos escritos pela aluna são inapropriados, mas daí à suspensão da escola vai alguma uma distância, a menos que o Canadá tenha um estatuto do aluno a sério! 

    Apesar do atrás referido, Mariah deu respostas geniais! Eis algumas pérolas: 
    Não tenho um preservativo comigo. "Não tenho a minha vagina comigo" 
    Os preservativos são nojentos, odeio-os. "Tal como os bebés"