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Como é possível tal acontecer em pleno século XXI?
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Menina de oito anos morre na noite de núpcias
Uma rapariga de oito anos, casada com um homem de 40, morreu, no passado sábado, no Iémen, depois de ter sofrido lesões sexuais graves durante a noite de núpcias.
A pequena Rawan foi agredida sexualmente pelo marido, durante a noite depois do casamento. A rutura dos orgãos genitais e do útero motivaram a morte da criança.
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De acordo com o jornal "Albawaba", no Iémen, cerca de uma em cada quatro meninas são obrigadas a casar-se antes dos 15 anos. Muitas famílias pobres do país forçam o matrimónio das filhas para cobrir os custos que têm durante a sua infância e para conseguirem algum dinheiro.
O caso não é inédito. Em 2010, uma menina de 13 anos morreu com uma hemorrogia uterina depois de um casamento forçado. Já em julho deste ano, uma menina de 11 anos fugiu de casa para evitar que a família a obrigasse a casar.
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Notícia completa aqui || Fonte: Jornal de NotíciasPublicada por Rui à(s) 18:12 | Etiquetas: Notícias | 0 comentários |
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Violência doméstica presenciada por crianças em 42% dos casos
sábado, 22 de junho de 2013
O números são referentes ao ano de 2012 e foram divulgados no início de Maio.
A notícia é do jornal i e pode ser lida aqui.
Publicada por Rui à(s) 10:30 | Etiquetas: Notícias, Violência doméstica | 0 comentários |
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A Crise e os Jovens
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Por estes dias, vai acontecendo muita coisa interessante e digna de relevo no que concerne aos cuidados que devemos dispensar às crianças e jovens.
Na saúde, decorre o Congresso em que me encontro a participar; em termos de Segurança, e políticas associadas, aconteceu hoje a VII Conferência "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente" promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC), que contou com a presença, entre outras individualidades, da Rainha Sofia de Espanha.
À boleia desta Conferência, o DN diz: "Crise pode levar jovens a mendigar e a prostituirem-se"
«...a coordenadora do Projeto Rua do IAC, Matilde Sirgado, revelou que as equipas têm detetado, desde 2012, um "maior movimento" de jovens na rua, adolescentes entre os 14 e os 16 anos que "não estão propriamente a dormir na rua, mas que utilizam ou são explorados na rua, estão em risco, alguns em perigo mesmo".
Segundo Matilde Sirgado, podem estar a "praticar a mendicidade, a prostituição e o tráfico de estupefacientes".
Jovens, apontou, com "vínculos" familiares "frágeis" ou que fugiram de instituições de acolhimento, ou em que "as condições" de vida das suas famílias "se deterioraram", com "o acentuar da pobreza económica", fruto da crise.
Os casos, sobre os quais o IAC não dispõe ainda de números concretos, têm sido diagnosticados, pelas equipas de rua ou por meio de denúncias, sobretudo na Baixa lisboeta e perto de grandes superfícies comerciais.
Trata-se de adolescentes que, de acordo com Matilde Sirgado, abandonaram precocemente a escola e que, estando "entregues a si próprios", normalmente "passam rapidamente de vítimas a infratores".»
(aqui)
Resta referir que esta é uma realidade consumada e, infelizmente, vivenciada em vários locais do nosso país, sobretudo em zonas de imigração e sazonalidade. A Escola não se pode demitir, é-lhe exigido que esteja alerta e seja eficaz na deteção e denúncia destes casos. O abandono escolar e o absentismo nunca acontecem por acaso!
Publicada por Rui à(s) 20:00 | Etiquetas: crianças, exploração infantil, Notícias, vídeos | 0 comentários |
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Estudantes de enfermagem elucidam sobre educação sexual
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Uma notícia (aqui) refere que os estudantes de enfermagem da Escola Superior de Saúde do Campus Académico do Nordeste deram formação, em educação sexual, às crianças da Nuclisol, do Instituto Jean Piaget.
A formação por pares, no caso pares mais velhos, é apontada, amiúde, na literatura, como sendo uma estratégia muito eficaz em educação sexual. No nosso país, o GTES (2005) defende esta estratégia, referindo que "dada a importância do grupo de pares na formação e desenvolvimento dos alunos e a maior abertura de muitos estudantes à informação transmitida por quem está mais próximo geracionalmente, recomenda-se o recurso a jovens mais velhos para intervenções na área de Educação para a Saúde, recrutados a partir de escolas superiores em áreas relevantes (Medicina, Enfermagem, Psicologia, Farmácia, Biologia, entre outras), após formação adequada" (p. 5).
O que se estranha é esta possibilidade ainda ser uma exceção. Tanto assim é, que dá direito a notícia!Publicada por Rui à(s) 15:00 | Etiquetas: educação sexual, Notícias | 0 comentários |
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2 em cada 10 portuguesas contraem vaginose bacteriana
terça-feira, 19 de março de 2013
Estes dados, segundo o investigador Nuno Cerca, são dos "mais elevados reportados a nível mundial, o que implica outros estudos e, certamente, mais educação sexual, cuidados de higiene e sensibilização das autoridades”.
Ler a notícia na íntegra aqui.Publicada por Rui à(s) 23:32 | Etiquetas: educação sexual, ist, Notícias | 0 comentários |
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Educação Sexual nos Jardins de Infância de Chicago. Quem diria?!
quinta-feira, 14 de março de 2013
Os jardins de infância de Chicago, nos Estados Unidos, vão dar aulas de educação sexual. A maior cidade do estado do Illinois estabeleceu a medida para entrar em vigor daqui a dois anos no âmbito do programa de saúde sexual para o ensino público. O programa é opcional e carece da autorização dos pais.
A presidente do Sistema de Ensino Público de Chicago afirmou que «é importante fornecer aos alunos de todas as idades informação precisa e apropriada para que possam fazer escolhas saudáveis nas suas interações sociais, comportamentos e relações».
«Ao implementar uma nova política educacional de saúde sexual estaremos a ajudá-los a estabelecer as fundações do conhecimento que possa guiá-los não só nos anos da pré-adolescência e adolescência, mas através das suas vidas», explicou Barbara Byrd-Bennett nas declarações citadas pela «ABC».
Esta medida traduz-se em aulas de educação sexual para crianças a partir dos 5 anos quando a regra nos Estados Unidos é para começar as aulas no quinto ano de escolaridade. Chicago tem a terceira maior rede de ensino público dos EUA, com 431 mil alunos.
Neste programa, os alunos dos jardins de infância aprenderão noções básicas de anatomia, reprodução, relações saudáveis e segurança individual, como noticia a «ABC». As aulas sobre família, sentimentos e contactos próprios ou impróprios começarão no terceiro ano. No ano seguinte, os alunos terão as primeiras aulas sobre a puberdade e sobre o vírus HIV.
Fonte: TVI 24 (aqui)Publicada por Rui à(s) 01:30 | Etiquetas: Notícias | 0 comentários |
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Dia Internacional da Mulher
sexta-feira, 8 de março de 2013
Ponto prévio: não concordo com esta discriminação positiva. O simples facto de existir este dia reflete o actual, sim o actual, estado de coisas. Se se pretende cessar a desigualdade assuma-se isso diariamente e não num dia pré-definido. E não é por decreto que se resolve o assunto. Veja-se a lei dos duodécimos: em muitos concelhos e freguesias, principalmente em sítios pequenos e/ou do interior, quase foi necessário clonar mulheres disponíveis para integrar as listas. Sei do que falo!
Ao invés dever-se-ia apostar na formação para a igualdade de género das crianças logo desde o pré-escolar. O que só seria possível após uma formação (intensiva) dos professores e educadores. Dever-se-ia apostar em legislação que defenda a natalidade e o direito de todas mulheres a serem mães quando o desejarem e que a maternidade não seja vista como um empecilho laboral. Dever-se-ia fazer finca pé para que todas as formas de exploração laboral, sexual e social fossem realmente penalizadas. Dever-se-ia caminhar no sentido da igualdade de oportunidades ser algo natural e não uma imposição ideológica ou política.Mulheres e Homens: necessariamente diferentes, obrigatoriamente iguais.
Ponto principal: fiz uma pequena recolha de notícias, abaixo listadas, sobre vários aspectos que deveriam ser analisados hoje, ao invés de músicas temáticas, eventos de ocasião ou debates inócuos.
* Portugal cai 12 lugares em ranking sobre igualdade de género
* Igualdade de género: Mulheres pesam apenas 6% na administração das cotadas
* Carris, Auchan, BES e Santander não cumprem alguns direitos elementares (das mulheres)
* Mulheres sofrem mais com a austeridade
* Violência contra mulheres e fosso salarial são desigualdades que mais preocupam portugueses
* Mulheres europeias trabalham mais 59 dias para terem mesmo ordenado dos homens
* Associação recebe 19 denúncias por dia de violência doméstica
Publicada por Rui à(s) 18:01 | Etiquetas: igualdade de género, Notícias | 0 comentários |
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Contradições
domingo, 4 de novembro de 2012
Vivemos tempos conturbados. Estas realidade reflete-se nas relações familiares, nas relações profissionais, nas relações afetivo-sexuais, genericamente, nas relações sociais. De tal forma assim é, que já poucos estranham os inúmeros atropelos à liberdade de expressão, à igualdade de género, ao respeito, ao tratamento cordial, que todos os dias nos entram pela casa à dentro, via reality shows, via telenovelas, via redes sociais,...
Vivemos tempos de excessos. Se, por um lado, se junta um grupo de jovens numa casa, 24 horas em direto, com o simples intuito de criar relações artificiais e forçadas, e vender um produto baseado no sexo, na asneira e na futilidade; por outro, chegam-nos notícias do outro lado do mundo onde uma rapariga é chacinada pelos próprios pais, simplesmente porque falou com um rapaz!
"Casal paquistanês atira ácido sobre filha que falou com um rapaz.
Uma paquistanesa de 16 anos morreu depois de os pais lhe terem lançado ácido sobre o corpo numa cidade na província de Caxemira. A jovem foi atacada por ter estado a conversar com um rapaz, momentos antes." (+ aqui)
No meio de toda esta realidade contraditória, resta enquadrar as crianças e jovens para que não se deixem tomar pelo exemplos que lhes são impingidos diariamente.
Pais, professores e educadores devem, obrigatoriamente, incrementar o sentido crítico, a capacidade de análise, a assertividade, a informação isenta junto das crianças e jovens, para que estes desenvolvam a capacidade de avaliar atitudes e comportamentos de forma positiva e saudável.
Em termos escolares, atividades como debates, fóruns, roleplays e jogos de clarificação de valores são muito aconselhadas para apoiar os jovens a posicionarem-se face ao atrás exposto.Publicada por Rui à(s) 01:31 | Etiquetas: análise, Notícias, sugestões | 0 comentários |
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É preciso formar mais os professores.
sábado, 11 de agosto de 2012
A coordenadora do Centro de Aconselhamento e Orientação de Jovens (CAOJ) do Porto, Teresa Vilaça, considerou hoje que "ainda há muito a fazer" em Portugal quanto à educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, em especial dar formação aos professores."Estamos praticamente no início", afirmou, em declarações à Lusa, Teresa Vilaça, que hoje participou no seminário "Investigação e Práticas em Educação em sexualidade", que decorreu na Fundação Manuel António da Mota, no Porto.Segundo a professora da Universidade do Minho, a "lei está bem construída, prevendo que o projeto educativo de cada turma contemple educação para a saúde, nomeadamente a educação para a sexualidade, mas falta dar formação aos professores". (mais aqui)
Penso exatamente o mesmo que Teresa Vilaça - falta formação, de qualidade, aos professores.Muitas vezes aponta-se a motivação, o interesse e o à-vontade dos professores como sendo aspetos fulcrais na implementação da educação sexual na escolas, no entanto, é comum olvidar que, efetivamente, o que é necessário é formação. De resto, inúmeros estudos apontam neste sentido, como por exemplo, concluí na minha dissertação de mestrado:"A formação continua a ser um entrave à melhoria do desempenho dos docentes nas sessões de ES (educação sexual), pois como demonstra o presente estudo, o aumento desta traz mais conforto, atitudes mais positivas, os professores ficam mais predispostos para desenvolverem sessões de ES e quando o fazem estas resultam melhor." (p.118, Macário, 2010).Mas atenção que os professores não são os únicos. Entre os profissionais de saúde também acontece algo semelhante (Brás, 2008).Publicada por Rui à(s) 23:52 | Etiquetas: Notícias | 0 comentários |