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  1. Manipulações

    domingo, 4 de dezembro de 2016

    O JN destaca na capa da edição de hoje uma sensacionalista (e mentirosa!) notícia sobre a Educação Sexual nas escolas.
    Além de um rol de inverdades e incorreções o jornal dá como definitivo um documento que se encontra em discussão pública até às 12 horas do dia de hoje, 4 de dezembro. É assim que se contribui para a manutenção dos tabus e mitos em torno da sexualidade humana. Infelizmente, quem sai prejudicado são as crianças e jovens.

    Analisem o referencial (aqui) e tirem as vossas próprias conclusões. Não se deixem manipular!

  2. Dia Mundial de Luta Contra a Sida

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    Esperança de vida adicional de um doente com VIH é de mais 45 anos

    ONU Sida quer que em 2020 existam 30 milhões de pessoas no mundo a tomar antirretrovirais. Em Portugal os novos casos continuam a descer: foram 990 no ano passado.
    fonte: DN



  3. Com vista a sinalizar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o Governo Português e um conjunto de Organizações Não Governamentais (AMCV, APAV, APMJ, CVP, MDM e UMAR), associados à CIG e ao Ministério Público, concretizaram uma campanha com o mote «Comunidade ativa contra a violência». 


    Todos os materiais estão disponíveis para consulta e download aqui.



  4. Webinar "Violência Sexual contra os/as adolescentes"

    quarta-feira, 23 de novembro de 2016

    No próximo dia 29 de novembro, às 21 horas, vai decorrer o webinar "Violência Sexual contra os/as adolescentes". É organizado pelo Projeto WebEducaçãoSexual. É grátis, mas necessita de inscrição. Decorre totalmente online.  

    Todas as informações aqui.

  5. Concordo plenamente!

    sábado, 22 de outubro de 2016

    APF quer hora semanal de Educação para a Saúde e Cidadania
    Duarte Vilar, diretor executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF), defende que temos uma legislação exemplar em matéria de educação sexual, mas que a crise dos últimos anos terá afetado iniciativas e projetos. Aos responsáveis da Educação, a APF propõe a criação de uma área curricular, com uma hora semanal, para educar para a saúde e para a cidadania. Além disso, considera fundamental que nas escolas as direções apoiem e reforcem as equipas dos Gabinetes de Saúde existentes.

    Entrevista de Duarte Vilar ao site da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica #aqui


    as escolas

  6. quinta-feira, 13 de outubro de 2016

    Chama-se dezanove o primeiro portal exclusivamente dedicado à comunidade LGBT em Portugal. Já existe desde 2010, mas só agora veio parar ao nosso radar.  

     
    Pode ler-se na apresentação do portal:

    "Um portal de notícias e eventos que reflecte o dia-a-dia da temática LGBT em Portugal e no mundo, de forma isenta e descontraída, destinado a tod@s que gostem de estar em cima do acontecimento.
    E dezanove porquê? Bom, poderíamos começar a alimentar os mitos associados a este número, mas não vamos fazê-lo. Dezanove é o número do artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos que diz que todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão, mas também de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."

  7. "Pubertet" - programa televisivo de educação sexual

    segunda-feira, 10 de outubro de 2016

    Na Noruega, a educação sexual faz parte dos programas escolares, com disciplina própria, desde 1970. 

    Desde Maio do ano passado, o  canal da televisão pública (NRK), tem um programa de televisão apenas à educação sexual. Chama-se "Pubertet" e tenta responder às questões mais comuns sobre a puberdade. Assim, em cada episódio, de uma maneira aberta e concisa, a apresentadora Linha Jansrud aborda as transformações que ocorrem durante esta fase.


     
    Contudo, o programa não tem escapado às controvérsias, principalmente causadas pelo aparecimento de modelos nus e de conteúdos explícitos (segundo a crítica) - que têm provocado até acusações de pornografia.

    Apesar das críticas, o programa foi muito bem recebido pelo público norueguês. E os seus responsáveis já têm desmentido as acusações, afirmando que o programa está longe de qualquer conotação de tipo sexual. A cadeia NRK só tem elogios para o programa e já lhe atribuiu o Prémio de Jornalismo do Ano.

     Apesar dos programas serem narrados em norueguês, dispõem de legendas em inglês. Podem ver todos os programas aqui.

  8. Campanha Nacional contra a Violência no Namoro

    quinta-feira, 6 de outubro de 2016

    A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, a SEIES, a UMAR e a Capazes em parceria com as associações e federações académicas, lançaram, no dia 4 de outubro de 2016, uma campanha nacional contra a violência no namoro no ensino superior.
    A campanha intitula-se «Muda de Curso: violência no namoro não é para ti». Foi criado um vídeo e cartazes para divulgação e sensibilização da temática.
    Recorde-se, por exemplo, o recente estudo da UMAR onde se conclui que 25% das raparigas e 24% dos rapazes afirmam ter sido vítimas de violência psicológica no namoro; 16% dos jovens consideram “normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais” e 33% dos jovens inquiridos não considera que a proibição de sair seja uma forma de violência.



  9. Agora que o pasquim trouxe o tema para a capa talvez se volte a colocara a Educação para a Sexualidade na agenda mediática/política. Também seria bom que ela fizesse parte da agenda de TODAS as escolas/agrupamentos!



  10. Faça-se cumprir a lei!

    terça-feira, 27 de setembro de 2016

    PS quer que preservativos sejam distribuídos de graça nas escolas

    Lei de 2009 para secundário nunca foi aplicada. Projecto dos deputados socialistas recomenda também a extensão da educação sexual às faculdades e politécnicos, com a criação para o efeito de gabinetes de informação ao aluno.
    (...)
    Por outro lado, frisa-se no projecto de resolução, Portugal continua entre os países da Europa com mais novos casos de infecção de VIH/sida, sendo esta situação atribuída, entre outros factores, à “baixa distribuição de contraceptivos, com destaque extremo no género feminino”. Em suma, apontam, “o número de novos casos de VIH/sida, a elevada taxa de gravidez na adolescência e os comportamentos discriminatórios em relação ao género e à orientação sexual em Portugal são ainda suficientemente preocupantes para justificar novas medidas que assegurem uma efectiva aplicação e incentivo da educação sexual em meio escolar”, que até agora continua a ser “claramente insatisfatória”.
    (...)
    Quanto aos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno, Inês Lamego refere que da audição feita a muitos jovens e pais resulta a ideia de que a sua actividade não tem sido marcante. Isso mesmo é também reportado num estudo de 2015 que avalia a implementação da educação sexual na região do Algarve. “A generalidade dos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno analisados eram espaços impessoais e, segundo as percepções da maioria dos coordenadores da educação para a saúde/educação sexual, pouco procurados pelos alunos”, refere-se, para se acrescentar que “esta reduzida procura é explicada, por um lado, pelo facto de os alunos não terem disponibilidade para visitar os gabinetes devido aos horários muito preenchidos e, por outro lado, por estes terem receio de serem ‘rotulados’ por frequentarem o espaço, visto que existe alguma dificuldade em garantir o anonimato de quem os frequenta”.

    No diploma de 2009 estabelece-se que as escolas devem disponibilizar “um espaço condigno para o funcionamento” daqueles gabinetes, “organizado com a participação dos alunos, que garanta a confidencialidade aos seus utilizadores”. Outro problema identificado é o da falta de preparação dos professores para assegurarem a educação sexual. No relatório sobre a situação no Algarve, que é extensível ao resto do país, menciona-se a este respeito que a educação sexual continua a ser atribuída aos professores de Ciências Naturais por se considerar que “são os mais capazes de abordar estes temas, ignorando-se o facto de que a educação sexual não contempla apenas a dimensão biológica e científica, mas também a dimensão dos afectos, sentimentos, competências pessoais e sociais, que qualquer professor deveria estar habilitado a abordar”.

    Fonte: Público online

  11. Urgentíssimo...

    segunda-feira, 26 de setembro de 2016

    Sociedade Portuguesa de Contracepção e Associação para o Planeamento Familiar apelam uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal
    A propósito do Dia Mundial da Contracepção, que se assinala esta segunda-feira, a Sociedade Portuguesa de Contracepção e a Associação para o Planeamento Familiar, defendem que as mulheres imigrantes em Portugal devem ter acesso às consultas de saúde sexual e reprodutiva, “independentemente do seu estatuto legal.”(...)
    As duas entidades recordam ainda que em 2009 a educação sexual “foi considerada obrigatória no plano curricular dos jovens”, mas em 2015 apenas 67,4 % disse ter acesso a informação sobre contracepção e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso apelam ainda para uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal.

  12. No Dia Mundial da Contraceção, assinalado no calendário a 26 de setembro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recorda o estudo divulgado no ano passado, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Sociedade Portuguesa de Contraceção, que analisou os hábitos contracetivos de quatro mil mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.

    Em Portugal, 94% das mulheres usam algum método contracetivo. Apesar de a pílula ser o método mais utilizado, o seu uso tinha caído de 62%, em 2005, para 58%, em 2015. Notava-se um aumento do uso do dispositivo intrauterino, do implante subcutâneo, do adesivo e do anel vaginal.

    Para saber mais, consulte: Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

  13. Naturalmente...

    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Acabou a proibição total. Homossexuais já podem dar sangue.

    A dádiva de sangue por parte de homossexuais e bissexuais vai passar a ser permitida, embora condicionada a um período de suspensão de um ano, segundo uma norma de orientação clínica da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje publicada.
    Estas novas regras vêm pôr fim à proibição total de homens que têm sexo com homens - homossexuais e bissexuais - poderem dar sangue, passando aquilo que é hoje considerado como "critério de suspensão definitiva" para "critério de suspensão temporária".
    Na prática, estes passam a poder ser dadores de sangue, estando sujeitos à aplicação de um período de suspensão temporária de 12 meses após o último contacto sexual, com avaliação analítica posterior.
    O mesmo período de suspensão (um ano) é aplicado a todos os dadores que tenham tido relações sexuais com trabalhadores do sexo e utilizadores de droga.  
    Ler o resto aqui

    Fonte: DN

  14. Partilho um documento fundamental para todos aqueles que de alguma forma estão envolvidos na implementação da educação sexual nas escolas.
    Pode ler-se logo no preâmbulo: 
    "A rights-based approach combines human rights, development and social activism to promote justice, equality and freedom. Implementing young people’s sexual rights in policies and programmes empowers young people to take action and to claim what is their due, rather than passively accepting what adults (government, health providers, teachers and other stakeholders) decide for them. In turn adults need to support these rights. Implementing sexual rights is about promoting and preserving human dignity."

    O documento completo está aqui.

  15. Hoje, 4 de setembro, assinala-se o dia Mundial da Saúde Sexual. 
    Este ano, para assinalar a data, a Associação Mundial para a Saúde Sexual(WAS)  pede para todos os que de alguma forma se interessam pelo tema reflitam sobre o tema “Saúde sexual: eliminemos os mitos!”


    Acedendo ao pedido da WAS, Sandra Vilarinho, terapeuta Sexual e presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, partilhou a sua opinião, que seguidamente transcrevemos:
    (...) Como parceira da WAS, a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica abraça este desafio, iniciando hoje – um dia especial para a sexualidade aqui e no mundo – uma longa caminhada de reflexão sobre alguns dos mitos que ameaçam a nossa saúde sexual, como sejam mitos sexuais em torno da idade, género, deficiência, doença, desempenho sexual, fisiologia, resposta sexual ou direitos sexuais.

    É comum julgar-se que estamos hoje em condições de viver plenamente a sexualidade, que a nossa liberdade individual é incomparavelmente superior ao passado. No contexto português, foi-se rompendo progressivamente – nas últimas décadas – com tabus e silêncios ancestrais, repressivos e castradores de uma vivência da sexualidade livre e plural. Sobretudo a partir da Revolução dos Cravos, têm vindo a ser reclamados, com maior ou menor nível de sucesso, muitos direitos sexuais, transversais em idade, género, orientação sexual, etnias. A lei portuguesa acompanhou muitas das reivindicações e evoluções de mentalidades. As nossas ciências médicas estão mais atentas e responsivas. Considera-se hoje a sexualidade das pessoas com deficiência ou com condições de doença física e mental. As ciências sociais entendem a vida íntima e privada como um objeto de estudo legítimo. São muitas e muito positivas as mudanças operadas em matéria de sexualidades no nosso país, mesmo que a transformação tenha sido lenta.

    Hoje, falamos cada vez mais, com menos eufemismos, sobre sexo e sexualidade. Mas será que falamos e pensamos sem ideias equívocas, preconceituosas e mitómanas acerca das mais diversas sexualidades, mesmo as mais convencionais e maioritárias? Ou será que aquilo que pensamos e falamos sobre a sexualidade – nas nossas esferas privadas, nas nossas redes sociais, e até nos media de grande alcance – está ainda eivado de muitas idealizações e efabulações, sem fundamento científico e radicalmente distanciadas da realidade?

    Que mitos são estes que persistem ainda,sem qualquer fundamento científico, de forma mais ou menos camuflada, na nossa sociedade? Que presença e força têm no nosso imaginário pessoal e social?

    É sobre estas crenças que assentam em padrões condicionados, seja ele o do desempenho, da beleza, da idade, do género e tantos outros, que queremos pensar. Mitos alimentados por mensagens “fast pleasure”, que ditam receitas para o melhor orgasmo, a genitália perfeita, a frequência ideal do prazer, a duração e a dose certa de prazer, tornando a nossa liberdade de ser, sentir e agir, num simples padrão-obrigação. Estas crenças são sugeridas e reforçadas na cultura popular, em filmes, séries televisivas, livros, jornais, revistas e anúncios publicitários, que normatizam, e portanto ‚deseducam’, afastando os corpos e as práticas da sua liberdade subjetiva. Existem cada vez menos tabus, mas persistem ainda muitos mitos no que respeita ao sexo e à sexualidade em geral.

    A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica vai seguir este trilho de desmistificação. Ao longo do próximo ano, até ao dia 4 de Setembro de 2017, o dia 4 de cada mês assinalará um tema em torno dos mitos. No site da SPSC será lançado mensalmente um desafio com um breve questionário de participação anónima e voluntária, acompanhado de informação que visa contribuir para desconstruir crenças erróneas e infundadas.
 Participe, divulgue e faça parte deste desafio para uma sexualidade mais livre, saudável e plural. Pense a sua sexualidade connosco! Sem mitos…

  16. Escolas francesas recebem clitóris em 3D

    sábado, 27 de agosto de 2016

    Os alunos franceses vão ter uma surpresa no próximo ano lectivo, que começa em Setembro. É que este ano, vão aprender com mais detalhe tudo o que há para saber sobre o clitóris, com uma escultura em 3D, anatomicamente correcta.
    A escultura, feita através de impressora 3D, foi ideia da investigadora Odile Fillod que reparou que o órgão sexual não era apresentado correctamente nos manuais escolares.
    A investigadora criou o modelo no centro científico, Cités des Sciences et de L’Industrie, em Paris e conta que a escultura chegue às escolas em Setembro. "É importante que as mulheres tenham uma imagem mental do que se passa nos seus corpos quando são estimuladas", disse Odile Fillod ao The Guardian.

    "Também é vital saber que o equivalente do pénis na mulher não é a vagina, é o clitóris", explicou a investigadora, que colabora com uma série de canal de televisão online sobre educação sexual. "As mulheres têm erecções quando estão excitadas, mas não são visíveis porque a maior parte do clitóris é interno. Quis mostrar que homens e mulheres não são fundamentalmente diferentes."
    A escultura surge numa altura em que, o Alto Conselho para a Igualdade, uma agência governamental francesa, publicou um relatório sobre a educação sexual no país e concluiu que as aulas são sexistas. As directrizes indicam que os rapazes focam-se na "sexualidade genital", enquanto as raparigas "preocupam-se mais com o amor."


    FONTE: Sábado

  17. Música de apoio às vítimas de violência doméstica

    quarta-feira, 13 de julho de 2016