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A Adolescência e tu
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
A adolescência e tu é um programa educativo da Ausonia, Evax e Tampax. Dirige-se aos alunos e alunas do 9º ano, embora possa ser utilizidado noutras faixas etárias, com as devidas adaptações.
Encontra-se dividido em quatro grupos de sessões: "Como me vejo? Experimentar mudanças"; "Como me vêem os outros? Aceitar-se e ser aceite"; "O meu corpo e o dos outros. Falar e viver as alterações"; "Como me sinto? Conduzir as emoções".
Também existem os materiais do professor.
É tudo gratuito e encontra-se disponível aqui.Publicada por Rui à(s) 16:00 | Etiquetas: materiais | 0 comentários |
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Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres I
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Hoje, 25 de Novembro, anota-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Neste sentido, a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) realiza as I Jornadas Contra a Violência Doméstica, na Escola de Direito da Universidade do Minho, em Braga.
Paralelamente, esta associação promoveu uma campanha na qual foram colocados 40 sacos com manequins de plástico na Rua Augusta, em Lisboa. Cada um dos sacos vai ser simbolicamente identificado com a causa de morte e indicação do agressor, de forma a não deixar nenhum transeunte indiferente a esta realidade.
"Violência: esconder nunca ajuda. O que ajuda é pedir ajuda" é a mensagem da APAV no Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
As Nações Unidas têm a correr desde o ano passado o 'Orange Day', iniciativa onde convidam tod@s a usar uma peça de roupa cor de laranja no dia 25 de todos os meses. A ONU lança o repto para que cada mês seja dedicado a um tema específico dentro da violência contra mulheres. Podem saber tudo aqui.
"Break the silence. When you witness violence against women and girls, do not sit back. Act."Ban Ki-moon, U.N. Secretary - GeneralPublicada por Rui à(s) 14:08 | Etiquetas: violência contra mulheres | 0 comentários |
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Opinião de Mónica Ferro no Público de hoje (aqui)
Por todo o mundo uma em cada três mulheres será sujeita a uma das várias formas de violência. Uma em cada três raparigas casará antes dos 18 anos e 12% delas casar-se-ão antes de completarem 15 anos. 125 milhões de mulheres terão sido sujeitas a mutilação genital feminina.
Todos os dias 20.000 raparigas, com menos de 18 anos, dão à luz no mundo em desenvolvimento e 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é crime. Entre 250.000 e 500.000 mulheres e raparigas foram violadas durante o genocídio no Ruanda em 1994. Sete em cada 10 mulheres no mundo relatam ter sofrido alguma forma de violência física e psíquica ao longo das suas vidas. As mulheres e raparigas contabilizam cerca de 80% das cerca de 800.000 pessoas que todos os anos são traficadas e 79% dessas mesmas mulheres serão traficadas para fins de exploração sexual. E podia ainda falar do assédio sexual, do assédio no lugar de trabalho, dos crimes de honra, dos crimes ligados ao dote, da seleção pré-natal do sexo, do femicídio. Em Portugal, dados não oficiais dão conta de três dezenas de mulheres assassinadas este ano.O dia de hoje, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, chama a atenção para estas violências, e para todas as outras, as evidentes e as mais perversas: as ocultas, e apela à mobilização da comunidade internacional, dos governos e da sociedade civil para o combate a este flagelo, que a diretora da ONU Mulheres chama de pandemia.
É um combate jurídico, feito através dos vários tratados internacionais que desde os anos 70 do século XX têm sido assinados e ratificados, e das leis nacionais que vão sendo adotadas e implementadas; é um combate através da educação, da alfabetização jurídica das mulheres para que estas saibam que são titulares de direitos e que os seus direitos são direitos humanos, da educação de homens e mulheres para a igualdade; é um combate cívico que pressupõe a eliminação de uma cultura patriarcal de dominação das mulheres pelos homens; é uma desocultação da realidade, um fim da invisibilidade das mulheres, uma ação em prol da dignidade de todas as pessoas.
As mulheres sofrem várias formas de violência ao longo da sua vida, desde o berço até à morte. Violências diferentes, todas igualmente graves, que têm custos desde a grosseira violação dos seus direitos humanos até às perdas de produtividade e de eficiência das sociedades, até aos custos efetivos com o tratamento das vítimas e o julgamento dos perpetradores.
Hoje gostava de me dedicar a uma destas violências, talvez por ser das mais escondidas: a maternidade na infância, a gravidez adolescente.
O relatório deste ano sobre a Situação da População Mundial, do Fundo das Nações Unidas para a População, intitulado “Maternidade na Infância: responder aos desafios na gravidez adolescente,” traça-nos um cenário de profunda violência e violação de direitos. Todos os dias 20.000 raparigas dão à luz nos países em desenvolvimento, e por ano cerca de 70.000 adolescentes morrem de causas relacionadas com a gravidez e o parto.
São raparigas que veem violado o seu direito à educação, à saúde e à autonomia. São raparigas que por não irem à escola – algumas são expulsas quando engravidam – têm poucas hipóteses de ter um emprego remunerado, menos voz nas suas famílias e comunidades, menos voz na tomada das decisões que afetam as suas próprias vidas. Como não são escolarizadas, as hipóteses de terem participação no espaço público são reduzidas, logo a probabilidade dos seus desafios e necessidades concretas serem debatidos e tratados por políticas públicas é também reduzida. Está, assim, criado um ciclo vicioso de invisibilidade e perpetuação de uma violência que é estrutural, discriminatória, geradora de pobreza.
As adolescentes que engravidam são tendencialmente de lares com fracos rendimentos e subnutridas. Para além destas, as raparigas oriundas de minorias étnicas ou grupos marginalizados, e as que não têm acesso a serviços e meios de saúde sexual e reprodutiva estão sujeitas a uma taxa de gravidez adolescente maior…
E como todos os dias morrem 200 adolescentes, a gravidez precoce resulta vezes de mais na suprema violação dos direitos, na morte.
Mas este é um diagnóstico que pode ser interrompido. O FNUAP propõe uma abordagem ecológica multinível, ou seja, recusa as terapias sectoriais.
A maternidade na infância é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a pobreza, a aceitação pelas famílias e comunidades do casamento precoce e esforços ineficazes para manter as raparigas na escola… só quando todas estas causas forem tratadas de forma holística, numa perspetiva transectorial, teremos a possibilidade de eliminar esta violência que condena milhões de raparigas à invisibilidade, perpetuando a sua discriminação e obstaculizando o seu empoderamento.
A violência contra as mulheres é uma grave violação dos direitos humanos. A comunidade internacional e os governos não se podem demitir deste combate que permitirá resgatar a dignidade de milhões de seres humanos. É só disso que estamos a falar hoje, no dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres.Publicada por Rui à(s) 11:05 | Etiquetas: violência contra mulheres | 0 comentários |
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Concordo plenamente! Mas...
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
«Educação sexual nas escolas não está a funcionar»
A deputada social-democrata Mónica Ferro, coordenadora do Grupo Parlamentar Português sobre População e Desenvolvimento, disse hoje à Lusa que são precisas novas políticas sobre maternidade na infância e gravidez na adolescência.
Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) divulgado hoje indica que «todos os dias, nos países desenvolvidos, 20 mil raparigas com menos de 18 anos de idade dão à luz» e a nível global registaram-se dois milhões gravidezes em jovens com menos de 15 anos.
«Portugal é um país que tem uma média sobre o desempenho na gravidez adolescente que me preocupa embora estejamos melhor do que os países de língua oficial portuguesa o que nos dá responsabilidades acrescidas nesta matéria», disse Mónica Ferro à margem da apresentação e análise dos dados sobre a Maternidade na Infância do relatório do FNUAP.
«Não estamos a saber lidar com a gravidez adolescente e em parte é porque a educação sexual nas escolas também não está a funcionar e é uma crítica que se pode fazer neste momento. A ausência da educação proativa para a sexualidade e para a saúde está a provocar um número de gravidezes adolescentes que não é compatível com o tipo de país que nós temos», acrescentou Mónica Ferro defendendo novas abordagens que passam pela proteção das jovens e adolescentes e envolvendo toda a sociedade. (...) retirado daqui
Resta acrescentar que o partido da deputada em questão tem uma grande responsabilidade no não funcionamento da Educação Sexual nas escolas. Por exemplo, na área da Educação, foram extintas as áreas curriculares não disciplinares, retirados tempos aos professores para o Programa Escola e Saúde, esquecida a formação sobre educação sexual, ... ; na área da Saúde estrangulou-se a saúde escolar; na área da Segurança Social diminuiram-se os apoios ao mais desprotegidos, quando sabemos que há uma enorme relação entre a gravidez adolescente e a pertença a uma família socialmente desintegrada.Publicada por Rui à(s) 17:30 | 0 comentários |
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Programa Nacional de Saúde Escolar – Ano Letivo 2013/2014
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Ontem foi dado a conhecer o documento, emanado pela DGS, com as orientações sobre o Programa Nacional de Saúde Escolar, ano letivo 13/14. Encontra-se aqui.
As orientações centram-se sobretudo em quatro pontos: saúde individual e coletiva, inclusão escolar, ambiente e saúde e literacia em saúde.
Destaco, ainda, o ponto 4:
"A intervenção da Saúde Escolar deve estar, ainda, orientada para:
a) Articular programas, projetos, atividades e intervenções que promovam a saúde, a cidadania e os afetos;
b) Intervir, de forma sustentável, ao longo de toda a infância e juventude, com projetos que começam no Jardim-de-Infância e se desenvolvem até ao final do Ensino Secundário;
c) Articular as intervenções, sinergicamente, com instituições, organizações e associações da sociedade civil que acrescentem mais-valia ao trabalho da Saúde com a Escola;
d) Dirigir a intervenção para toda a comunidade educativa, promovendo a equidade no acesso à informação e a resolução de problemas da competência do Sector da Saúde;
e) Adotar recursos educativos digitais e metodologias ativas, visando a promoção de competências sociais e emocionais. "
É um plano ambicioso, sobretudo se tivermos em conta os recursos humanos afetos à Saúde Escolar. Das escolas que conheço, o (muito) que se faz é, em grande parte, devido à persistência e boa vontade dos profissinais de saúde. E que falta que eles fazem nas escolas!Publicada por Rui à(s) 15:21 | 0 comentários |
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"Normas para a Educação Sexual na Europa" - Guia de Implementação
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Foi lançado este ano o documento "Standards for Sexuality Education in Europe. Guidance for Implementation". O documento é da autoria da Organização Mundial de Saúde, divisão Europa (OMS/Europe) em parceria com o Centro Federal de Educação para a Saúde (BZgA).
Está disponível aqui.
Recomendo a leitura deste documento a todos os que se interessam e/ou trabalham esta temática.
Publicada por Rui à(s) 19:41 | 0 comentários |
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Paquistão e Espanha têm pontos em comum: retrocesso civilizacional e machismo!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O título do post pode parecer exagerado, mas não é. Reparem que em Espanha se volta atrás na lei do aborto, retrocedendo-se a 1985! Já no Paquistão não se retrocede, continua tudo na mesma - proíbe-se as mulheres, digo meninas, de irem à escola. Se forem, atira-se a matar!
Hoje, véspera de se conhecer o Nobel da Paz, a jovem paquistanesa Malala Yousafzai venceu o Prémio Sakharov - distinção de direitos humanos do Parlamento Europeu.
Fala-se com insistência no nome de Malala, jovem de 16 anos, para receber o galardão da academia sueca em prol da Paz, ao que a própria responde que não merece, pois apenas defendeu que ela e as outras meninas possam ir à escola.
Malala começou a ser conhecida aos 11 anos quando começou a escrever um blogue para a BBC, no qual descrevia a vida sob domínio dos talibãs no Swat, vale no noroeste do Paquistão onde vivia.
Entre outras regras primitivas e absurdas, pelo menos à luz do mundo civilizado do séc. XXI, é negado o direito das mulheres à educação. Malala ousou apanhar o autocarro para ir à escola e foi alvejada a tiro por talibãs, há um ano. O resto da história já conhecem dos telejornais.
Faz correr mundo a sua declaração nas Nações Unidas, que de resto faz de slogan do livro inspirado na sua história: «Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo».
Em Espanha algumas mulheres da organização Femen manifestaram-se, em tronco nu, nas galerias do Congresso de Deputados, contestando a proposta de reforma da lei do aborto e interrompendo, por momentos, a sessão de controlo ao Governo. Gritavam: "o aborto é sagrado". O ministro da justiça disse, entre outras coisas, apenas pretender defender os direitos das mulheres!
Na reforma que o PP, partido no poder, pretende levar a cabo apenas será possível interromper a gravidez em três casos: violação (nas primeiras 12 semanas), dano para a vida ou saúde física ou psíquica da mãe e más formações físicas ou psíquicas do feto (nas primeiras 22 semanas), ou seja retroceder a 1985!
Publicada por Rui à(s) 14:51 | Etiquetas: aborto, igualdade de género, Noticias, respeito | 0 comentários |
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Retratos da Real Beleza
sábado, 5 de outubro de 2013
Esta campanha da Dove, entre vários aspetos interessantes, foi idealizada por um português. Ela remete-nos para conceitos que devem ser trabalhado em educação sexual: o auto-conceito e a auto-imagem. No caso, é a auto-imagem das mulheres que é colocada em causa. Os resultados são interessantes e fazem-nos reflectir (e emocionar), pois mostram que tendemos (no vídeo são as mulheres) a ter uma imagem negativa da nós próprios.Aproveitem o vídeo da melhor maneira. Se, após visualização, for devidamente analisado e discutido dará uma excelente sessão de educação sexual.Publicada por Rui à(s) 15:43 | 0 comentários |
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Dislike Bullying Homofóbico
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Apenas hoje descobri este site. Está muito bom: sintético, apelativo e dirige-se as vários actores.É um excelente recurso que, infelizmente, não chegará a todos os destinatários que deveria chegar, nomeadamente às escolas onde, segundo números da rede ex-aequo (aqui), 42% dos(das) jovens gays, lésbicas ou bissexuais afirmam ter sido vítima de bullying homofóbico, sendo que apenas 15% dos agressores foram repreendidos.Este é o vídeo da campanha:Publicada por Rui à(s) 22:35 | Etiquetas: homofobia, respeito, site | 0 comentários |
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Dia Mundial da Contracepção 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Hoje, 26 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Contracepção. Para assinalar a data a Sociedade Portuguesa da Contracepção e a APF (Associação para o Planeamento da Família) elaboraram, e divulgaram, o documento "Evidenciando factos...Denunciando problemas", focado nas questões centrais em torno da contracepção nos tempos actuais.
O documento está disponível aqui.
A APF também disponibilizou um vídeo alusivo ao dia.
Publicada por Rui à(s) 11:15 | 0 comentários |
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14as Jornadas Nacionais da APF
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
As 14as Jornadas Nacionais da APF vão realizar-se em Coimbra no dia 25 de Outubro de 2013.
Destaco as Conferências "Contraceção e Gravidez Não Desejada" e "Jovens e Saúde Sexual e Reprodutiva - (Des)Continuidades" e os workshops que se realização no final do dia (17:00-18:30).
Programa e ficha de inscrição aqui.Publicada por Rui à(s) 18:49 | 0 comentários |
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O que é o amor?
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Para si, adulto, o que é o amor? Veja no vídeo, super interessante, como é no 'mundo' das crianças?
Surpreendido(a)?! Experimente fazer algo do género com os seus alunos(as) e/ou filhos(as).Publicada por Rui à(s) 10:31 | 0 comentários |
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Como é possível tal acontecer em pleno século XXI?
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Menina de oito anos morre na noite de núpcias
Uma rapariga de oito anos, casada com um homem de 40, morreu, no passado sábado, no Iémen, depois de ter sofrido lesões sexuais graves durante a noite de núpcias.
A pequena Rawan foi agredida sexualmente pelo marido, durante a noite depois do casamento. A rutura dos orgãos genitais e do útero motivaram a morte da criança.
(...)
De acordo com o jornal "Albawaba", no Iémen, cerca de uma em cada quatro meninas são obrigadas a casar-se antes dos 15 anos. Muitas famílias pobres do país forçam o matrimónio das filhas para cobrir os custos que têm durante a sua infância e para conseguirem algum dinheiro.
O caso não é inédito. Em 2010, uma menina de 13 anos morreu com uma hemorrogia uterina depois de um casamento forçado. Já em julho deste ano, uma menina de 11 anos fugiu de casa para evitar que a família a obrigasse a casar.
(...)
Notícia completa aqui || Fonte: Jornal de NotíciasPublicada por Rui à(s) 18:12 | Etiquetas: Notícias | 0 comentários |
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Projeto "Tod@s somos precis@s"
domingo, 8 de setembro de 2013
O projeto “Tod@s somos precis@s” foi coordenado pelo Instituto Dinamarquês para os Direitos Humanos em cooperação com nove países e financiado pela Comissão Europeia. Os materiais deste projeto destinam-se a professores(as) e alunos(nas), tendo já sido testados em duas escolas portuguesas. O objectivo do projeto é educar contra a discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género, numa perspetiva de respeito pelos direitos humanos.
O materiais, que recomendo pela utilidade e qualidade, estão disponíveis aqui.Publicada por Rui à(s) 19:30 | Etiquetas: discriminação, identidade de género, orientação sexual | 0 comentários |
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Dia Mundial da Saúde Sexual
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Promovido pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (World Association for Sexual Health - WAS) desde 2010, o Dia Mundial da Saúde Sexual assinala-se hoje."Para conseguir ter saúde sexual imagine-se a defender os seus direitos sexuais" é o tema da campanha deste ano. O objetivo é recordar às pessoas a importância fundamental dos direitos sexuais para uma vivência saudável da sexualidade. Toda a informação sobre este dia pode ser consultada aqui (em inglês)
Em Portugal a Direção-Geral da Saúde aproveita este dia para alertar a sociedade que é preciso afastar o lado obscuro de que a sexualidade são infeções ou disfunções sexuais. A sexualidade é um direito de todos, mesmo dos mais doentes.
“As pessoas têm direito a viver a sexualidade mesmo que sejam doentes, mesmo que já não estejam em idade fértil. Pessoas mais velhas, idosos, têm direito a viver a sua sexualidade”, referiu à Antena1 Lisa Ferreira Vicente, responsável do Departamento da Saúde Sexual e Reprodutiva da Direção-Geral da Saúde.
Lisa Ferreira Vicente acrescenta que “as pessoas com outras orientações sexuais que não a heterossexual têm direito a viver a sua sexualidade”.
A médica considera que todos devem fazer ainda mais neste sentido, desde a própria pessoa até aos profissionais de saúde. À sociedade compete respeitar a sexualidade das pessoas e não discriminar.
“Uma pessoa a quem é diagnosticado um cancro é [importante] desde o princípio, e ao mesmo tempo que se fazem tratamentos tão importantes e tão decisivos quanto uma quimioterapia, uma radioterapia ou uma grande cirurgia, que sejam abordadas as questões da sexualidade. Numa pessoa, mesmo com uma doença grave, a sexualidade pode ser aquilo que a liga à vida”, frisa a responsável.
Fonte: RTPPublicada por Rui à(s) 17:55 | 0 comentários |
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Direitos sexuais
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A Associação Mundial para a Saúde Sexual estabeleceu, em 26 de Agosto de 1999, aquando do 14º Congresso Mundial de Sexologia, em Hong Kong, um guia com os direitos sexuais. São 11 e podem ser consultados aqui.
Apresento, seguidamente, a versão reduzida e em inglês. Desafio um dos nossos leitores(as) a traduzir o documento para português para disponibilizar aqui no blogue.
1. The right to sexual freedom.
2. The right to sexual autonomy, sexual integrity, and safety of the sexual body.
3. The right to sexual privacy.
4. The right to sexual equity.
5. The right to sexual pleasure.
6. The right to emotional sexual expression.
7. The right to sexually associate freely.
8. The right to make free and responsible reproductive choices.
9. The right to sexual information based upon scientific inquiry.
10. The right to comprehensive sexuality education.
11. The right to sexual health care.Publicada por Rui à(s) 14:56 | 0 comentários |
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Livro "As Cinquenta Sombras de Grey" perpetua violência sobre mulheres
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
O romance "As Cinquenta Sombras de Grey" que, promovido como uma novela erótica, se tornou um "best-seller" mundial, perpetua o problema da violência contra as mulheres, indica um estudo publicado a 11 de Agosto na revista Journal of Women's Health. (Artigo e pdf aqui)
A professora Ana Bonomi, associada da Universidade estatal de Ohio, nos Estados Unidos, e as suas colaboradoras na investigação chegaram à conclusão de que o abuso emocional e sexual domina o romance, causando danos à principal personagem feminina, Anastasia.
"A violência por parte do parceiro afeta 25 por cento das mulheres com prejuízo para a sua saúde", refere o estudo, que considera que "as condições sociais atuais - incluindo a normalização do abuso na cultura popular através de romances, filmes e canções - criam o contexto que sustenta tal violência", segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
A trilogia de E.L. James descreve como "romântica" e "erótica" a relação do multimilionário Christian Grey, de 28 anos, e da estudante universitária Anastasia Steele, de 22.
As investigadoras leram o romance e escreveram resumos dos capítulos para identificar os temas principais, tendo utilizado no estudo a definição de violência por parte do parceiro íntimo usada nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Esta definição inclui o abuso emocional através de intimidação e ameaças, o isolamento, a vigilância e a humilhação.
No romance, Anastasia tem as reações comuns das mulheres maltratadas. Sente uma ameaça constante e uma perda de identidade, muda o seu comportamento para manter a paz na relação, adianta o estudo.
"Este livro perpetua normas de abuso perigoso e, no entanto, é apresentado como uma novela romântica e erótica para as mulheres", disse Bonomi, defendendo que "o conteúdo erótico podia ter sido conseguido sem o tema do abuso".
Lançado em 2011 (2012 em Portugal), o romance "As Cinquenta Sombras de Grey" já vendeu mais de 70 milhões de exemplares e está a ser transformado em filme.
FONTE: Diário de Notícias (aqui)
Pode ler-se no abstract:
Results: Emotional abuse is present in nearly every interaction, including: stalking (Christian deliberately follows Anastasia and appears in unusual places, uses a phone and computer to track Anastasia's whereabouts, and delivers expensive gifts); intimidation (Christian uses intimidating verbal and nonverbal behaviors, such as routinely commanding Anastasia to eat and threatening to punish her); and isolation (Christian limits Anastasia's social contact). Sexual violence is pervasive—including using alcohol to compromise Anastasia's consent, as well as intimidation (Christian initiates sexual encounters when genuinely angry, dismisses Anastasia's requests for boundaries, and threatens her). Anastasia experiences reactions typical of abused women, including: constant perceived threat (“my stomach churns from his threats”); altered identity (describes herself as a “pale, haunted ghost”); and stressful managing (engages in behaviors to “keep the peace,” such as withholding information about her social whereabouts to avoid Christian's anger). Anastasia becomes disempowered and entrapped in the relationship as her behaviors become mechanized in response to Christian's abuse.Publicada por Rui à(s) 10:32 | 0 comentários |
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1º Aniversário
sábado, 10 de agosto de 2013
Há precisamente um ano atrás nascia este humilde espaço de partilha de materiais, informações e ideias sobre educação sexual. Curiosamente, encontro-me a escrever este post no mesmo local onde criei o blogue!
Confesso que a minha ideia inicial era apenas divulgar o manual "Educação Sexual na Escola, 2º ciclo: Manual para Professores e Educadores". No entanto, rapidamente percebi que não podia, e não ia, ficar por aí. Hoje, tenho algum orgulho nesta minha criação, embora por vezes não seja fácil alimentar o blogue. Apesar de tudo, consegui ter uma publicação nova a cada 5 dias, em média.
Próximos passos: abrir este blogue a colaboradores que trabalhem e/ou investiguem a temática da educação sexual; e incrementar a sua divulgação. Fica o convite!
Já agora aproveito para desejar boas férias a todos os leitores. Até Setembro.
Publicada por Rui à(s) 18:53 | 0 comentários |
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Revista: Saúde Reprodutiva, Sexualidade e Sociedade
sábado, 3 de agosto de 2013
A APF está a editar, exclusivamente em formato digital, uma "publicação periódica de carácter científico que reúne temas sobre Saúde Sexual e Reprodutiva e Sexualidade". Existem por lá vários artigos interessantes sobre educação sexual. Já vai no seu segundo número. Está disponível aqui.Publicada por Rui à(s) 18:42 | 0 comentários |
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Talvez esteja à frente da instituição que o escolheu!
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Papa Francisco contra a marginalização dos homossexuais
“Se uma pessoa que procura Deus de boa vontade, e é gay, quem sou eu para a julgar?”
Publicada por Rui à(s) 17:21 | 0 comentários |


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