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  1. 10 ano de Interrupção Voluntária da Gravidez

    sábado, 11 de fevereiro de 2017

    Há menos abortos, menos reincidência e nenhuma mortalidade materna: 10 anos de IVG

    Fonte: Expresso online



  2. Documentário sobre Mutilação Genital Feminina

    domingo, 5 de fevereiro de 2017


  3. Sexo, piscinas e educação

    terça-feira, 17 de janeiro de 2017

    Artigo de opinião de Fernanda Câncio publicado no DN a 16/01/2017. Concordo inteiramente com a autora.
     
    Era uma vez duas meninas de 7 e 9 anos a viver na Suíça e a frequentar a escola pública. Os pais delas, achando que metê-las numa piscina com rapazes era um atentado à honra das gaiatas, barraram-lhes as aulas de natação. Multados pelas autoridades, foram para tribunal, alegando que a sua liberdade de consciência e religião e o seu direito de educar as filhas de acordo com as suas convicções estavam a ser postos em causa. A litigância chegou ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que esta semana decidiu. Contra os pais das meninas e a favor do Estado suíço, estabelecendo que "o interesse das crianças numa escolarização completa, que permita a integração social bem-sucedida de acordo com os usos e costumes locais" justifica aquilo que admitem ser uma "interferência na liberdade de religião" dos pais.
    Era uma vez a Conferência Episcopal Portuguesa - a assembleia de bispos católicos do país - que, no mesmo dia em que foi conhecida esta decisão do TEDH, veio a público exprimir o seu desacordo com um documento do Ministério da Educação que constitui uma espécie de roteiro indicativo para as escolas, do pré-escolar ao secundário, sobre educação para a saúde.
    Dizem os bispos que o documento "não respeita o direito dos pais à educação dos filhos". E porquê? Por causa da "inclusão do tema do aborto, no tom que é dado". Que tom é esse o porta-voz dos bispos não explica; mas informa que estes apoiam uma petiçãoonline intitulada "Aborto como "educação sexual" em Portugal? Diga não". Depreende-se então que o "tom" que indigna os prelados é esse: o de uma educação sexual através do aborto.
    Que raio quererá tal coisa dizer? Infelizmente sem menção de autoria, o texto da petição esclarece que se trata da "apresentação do conceito de aborto e das técnicas abortivas a crianças de tenra idade" e de "ensinar a crianças que é legítimo e justo matar bebés no ventre materno", proclamando: "Não se vislumbra outra intenção senão a de doutrinar desde a infância, numa ação equivalente às dos regimes totalitários. O Estado não pode tomar o lugar dos educadores!"
    Ora o que se vislumbra no documento citado é que em 79 páginas que abordam desde saúde mental a alimentação, passando por comportamentos aditivos, afetos e educação para a sexualidade, a única menção à interrupção da gravidez está na 77.ª, no capítulo "Maternidade e paternidade responsável". Aí propõe-se que a partir do 2.º ciclo do básico (mais de 10 anos) se possa explicar a distinção entre interrupção involuntária e voluntária da gravidez. E é tudo.
    Não há, obviamente, motivo para histeria - mas o que os bispos e os pais aliados dos bispos querem, como sempre quiseram desde a primeira vez que na lei portuguesa se falou de educação sexual nas escolas, em 1984, é tentar convencer as pessoas de que está em causa pôr os miúdos a ter sexo uns com os outros "desde tenra idade" e agora também a abortar (já agora). Haver quem, como estas pessoas e os pais das meninas da Suíça, evidencia uma tão malsã obsessão com todas as matérias relacionadas com sexo e uma tal fixação no controlo da informação que as crianças podem ter sobre elas é a mais eloquente defesa da educação sexual e para a igualdade de género nas escolas. É desejável que a escola pública entre em choque com os fundamentalismos religiosos. Faz parte das suas funções essenciais garantir o livre desenvolvimento da personalidade das crianças, encorajando-as a pensar pela sua cabeça, a serem autónomas, a compreender o mundo e os princípios do Estado em que vivem e a decidir aquilo em que acreditam com base na mais vasta e rigorosa informação disponível. Essa é a receita mais eficaz contra o obscurantismo; ninguém espera que o obscurantismo fique feliz.

  4. Marcelo diz que se deve falar de sexo nas escolas

    quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

    O presidente da República defendeu esta quarta-feira que a educação para o ambiente "deve começar no básico do básico" e que temas como a violência, a toxicodependência e o sexo também deve ser falados na escola.
    (...)
    "A educação para o ambiente é crucial, deve começar no básico do básico, para não dizer no pré-escolar", afirmou o chefe de Estado, acrescentando que é "muito pouco conservador" em certas realidades.
    "Eu aí, confesso, sou muito pouco conservador. Acho que há realidades como a violência, o ambiente, a toxicodependência, o sexo, e outras realidades assim, em que, à sua maneira, tem de se ter a noção do que é respeitar as outras pessoas e viver com elas, e que há formas diferentes de falar disso em vários momentos da vida", declarou.
    Segundo o presidente da República, "é um absurdo achar que as pessoas podem contactar com essas realidades no dia-a-dia, na televisão, na Internet, e não falar nisso na escola".
    "Como é que é possível?", questionou.
    Logo de seguida, o sistema de som emitiu um ruído que interrompeu o chefe de Estado. "Isto foi um protesto conservador contra mim", observou Marcelo Rebelo de Sousa. (ler o resto aqui)

    Fonte: Jornal de Notícias

  5. ...sem comentários!

    quarta-feira, 28 de dezembro de 2016



  6. Manipulações

    domingo, 4 de dezembro de 2016

    O JN destaca na capa da edição de hoje uma sensacionalista (e mentirosa!) notícia sobre a Educação Sexual nas escolas.
    Além de um rol de inverdades e incorreções o jornal dá como definitivo um documento que se encontra em discussão pública até às 12 horas do dia de hoje, 4 de dezembro. É assim que se contribui para a manutenção dos tabus e mitos em torno da sexualidade humana. Infelizmente, quem sai prejudicado são as crianças e jovens.

    Analisem o referencial (aqui) e tirem as vossas próprias conclusões. Não se deixem manipular!

  7. Dia Mundial de Luta Contra a Sida

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    Esperança de vida adicional de um doente com VIH é de mais 45 anos

    ONU Sida quer que em 2020 existam 30 milhões de pessoas no mundo a tomar antirretrovirais. Em Portugal os novos casos continuam a descer: foram 990 no ano passado.
    fonte: DN



  8. Com vista a sinalizar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o Governo Português e um conjunto de Organizações Não Governamentais (AMCV, APAV, APMJ, CVP, MDM e UMAR), associados à CIG e ao Ministério Público, concretizaram uma campanha com o mote «Comunidade ativa contra a violência». 


    Todos os materiais estão disponíveis para consulta e download aqui.



  9. Webinar "Violência Sexual contra os/as adolescentes"

    quarta-feira, 23 de novembro de 2016

    No próximo dia 29 de novembro, às 21 horas, vai decorrer o webinar "Violência Sexual contra os/as adolescentes". É organizado pelo Projeto WebEducaçãoSexual. É grátis, mas necessita de inscrição. Decorre totalmente online.  

    Todas as informações aqui.

  10. Concordo plenamente!

    sábado, 22 de outubro de 2016

    APF quer hora semanal de Educação para a Saúde e Cidadania
    Duarte Vilar, diretor executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF), defende que temos uma legislação exemplar em matéria de educação sexual, mas que a crise dos últimos anos terá afetado iniciativas e projetos. Aos responsáveis da Educação, a APF propõe a criação de uma área curricular, com uma hora semanal, para educar para a saúde e para a cidadania. Além disso, considera fundamental que nas escolas as direções apoiem e reforcem as equipas dos Gabinetes de Saúde existentes.

    Entrevista de Duarte Vilar ao site da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica #aqui


    as escolas

  11. quinta-feira, 13 de outubro de 2016

    Chama-se dezanove o primeiro portal exclusivamente dedicado à comunidade LGBT em Portugal. Já existe desde 2010, mas só agora veio parar ao nosso radar.  

     
    Pode ler-se na apresentação do portal:

    "Um portal de notícias e eventos que reflecte o dia-a-dia da temática LGBT em Portugal e no mundo, de forma isenta e descontraída, destinado a tod@s que gostem de estar em cima do acontecimento.
    E dezanove porquê? Bom, poderíamos começar a alimentar os mitos associados a este número, mas não vamos fazê-lo. Dezanove é o número do artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos que diz que todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão, mas também de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."

  12. "Pubertet" - programa televisivo de educação sexual

    segunda-feira, 10 de outubro de 2016

    Na Noruega, a educação sexual faz parte dos programas escolares, com disciplina própria, desde 1970. 

    Desde Maio do ano passado, o  canal da televisão pública (NRK), tem um programa de televisão apenas à educação sexual. Chama-se "Pubertet" e tenta responder às questões mais comuns sobre a puberdade. Assim, em cada episódio, de uma maneira aberta e concisa, a apresentadora Linha Jansrud aborda as transformações que ocorrem durante esta fase.


     
    Contudo, o programa não tem escapado às controvérsias, principalmente causadas pelo aparecimento de modelos nus e de conteúdos explícitos (segundo a crítica) - que têm provocado até acusações de pornografia.

    Apesar das críticas, o programa foi muito bem recebido pelo público norueguês. E os seus responsáveis já têm desmentido as acusações, afirmando que o programa está longe de qualquer conotação de tipo sexual. A cadeia NRK só tem elogios para o programa e já lhe atribuiu o Prémio de Jornalismo do Ano.

     Apesar dos programas serem narrados em norueguês, dispõem de legendas em inglês. Podem ver todos os programas aqui.

  13. Campanha Nacional contra a Violência no Namoro

    quinta-feira, 6 de outubro de 2016

    A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, a SEIES, a UMAR e a Capazes em parceria com as associações e federações académicas, lançaram, no dia 4 de outubro de 2016, uma campanha nacional contra a violência no namoro no ensino superior.
    A campanha intitula-se «Muda de Curso: violência no namoro não é para ti». Foi criado um vídeo e cartazes para divulgação e sensibilização da temática.
    Recorde-se, por exemplo, o recente estudo da UMAR onde se conclui que 25% das raparigas e 24% dos rapazes afirmam ter sido vítimas de violência psicológica no namoro; 16% dos jovens consideram “normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais” e 33% dos jovens inquiridos não considera que a proibição de sair seja uma forma de violência.



  14. Agora que o pasquim trouxe o tema para a capa talvez se volte a colocara a Educação para a Sexualidade na agenda mediática/política. Também seria bom que ela fizesse parte da agenda de TODAS as escolas/agrupamentos!



  15. Faça-se cumprir a lei!

    terça-feira, 27 de setembro de 2016

    PS quer que preservativos sejam distribuídos de graça nas escolas

    Lei de 2009 para secundário nunca foi aplicada. Projecto dos deputados socialistas recomenda também a extensão da educação sexual às faculdades e politécnicos, com a criação para o efeito de gabinetes de informação ao aluno.
    (...)
    Por outro lado, frisa-se no projecto de resolução, Portugal continua entre os países da Europa com mais novos casos de infecção de VIH/sida, sendo esta situação atribuída, entre outros factores, à “baixa distribuição de contraceptivos, com destaque extremo no género feminino”. Em suma, apontam, “o número de novos casos de VIH/sida, a elevada taxa de gravidez na adolescência e os comportamentos discriminatórios em relação ao género e à orientação sexual em Portugal são ainda suficientemente preocupantes para justificar novas medidas que assegurem uma efectiva aplicação e incentivo da educação sexual em meio escolar”, que até agora continua a ser “claramente insatisfatória”.
    (...)
    Quanto aos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno, Inês Lamego refere que da audição feita a muitos jovens e pais resulta a ideia de que a sua actividade não tem sido marcante. Isso mesmo é também reportado num estudo de 2015 que avalia a implementação da educação sexual na região do Algarve. “A generalidade dos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno analisados eram espaços impessoais e, segundo as percepções da maioria dos coordenadores da educação para a saúde/educação sexual, pouco procurados pelos alunos”, refere-se, para se acrescentar que “esta reduzida procura é explicada, por um lado, pelo facto de os alunos não terem disponibilidade para visitar os gabinetes devido aos horários muito preenchidos e, por outro lado, por estes terem receio de serem ‘rotulados’ por frequentarem o espaço, visto que existe alguma dificuldade em garantir o anonimato de quem os frequenta”.

    No diploma de 2009 estabelece-se que as escolas devem disponibilizar “um espaço condigno para o funcionamento” daqueles gabinetes, “organizado com a participação dos alunos, que garanta a confidencialidade aos seus utilizadores”. Outro problema identificado é o da falta de preparação dos professores para assegurarem a educação sexual. No relatório sobre a situação no Algarve, que é extensível ao resto do país, menciona-se a este respeito que a educação sexual continua a ser atribuída aos professores de Ciências Naturais por se considerar que “são os mais capazes de abordar estes temas, ignorando-se o facto de que a educação sexual não contempla apenas a dimensão biológica e científica, mas também a dimensão dos afectos, sentimentos, competências pessoais e sociais, que qualquer professor deveria estar habilitado a abordar”.

    Fonte: Público online

  16. Urgentíssimo...

    segunda-feira, 26 de setembro de 2016

    Sociedade Portuguesa de Contracepção e Associação para o Planeamento Familiar apelam uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal
    A propósito do Dia Mundial da Contracepção, que se assinala esta segunda-feira, a Sociedade Portuguesa de Contracepção e a Associação para o Planeamento Familiar, defendem que as mulheres imigrantes em Portugal devem ter acesso às consultas de saúde sexual e reprodutiva, “independentemente do seu estatuto legal.”(...)
    As duas entidades recordam ainda que em 2009 a educação sexual “foi considerada obrigatória no plano curricular dos jovens”, mas em 2015 apenas 67,4 % disse ter acesso a informação sobre contracepção e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso apelam ainda para uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal.

  17. No Dia Mundial da Contraceção, assinalado no calendário a 26 de setembro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recorda o estudo divulgado no ano passado, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Sociedade Portuguesa de Contraceção, que analisou os hábitos contracetivos de quatro mil mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.

    Em Portugal, 94% das mulheres usam algum método contracetivo. Apesar de a pílula ser o método mais utilizado, o seu uso tinha caído de 62%, em 2005, para 58%, em 2015. Notava-se um aumento do uso do dispositivo intrauterino, do implante subcutâneo, do adesivo e do anel vaginal.

    Para saber mais, consulte: Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

  18. Naturalmente...

    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Acabou a proibição total. Homossexuais já podem dar sangue.

    A dádiva de sangue por parte de homossexuais e bissexuais vai passar a ser permitida, embora condicionada a um período de suspensão de um ano, segundo uma norma de orientação clínica da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje publicada.
    Estas novas regras vêm pôr fim à proibição total de homens que têm sexo com homens - homossexuais e bissexuais - poderem dar sangue, passando aquilo que é hoje considerado como "critério de suspensão definitiva" para "critério de suspensão temporária".
    Na prática, estes passam a poder ser dadores de sangue, estando sujeitos à aplicação de um período de suspensão temporária de 12 meses após o último contacto sexual, com avaliação analítica posterior.
    O mesmo período de suspensão (um ano) é aplicado a todos os dadores que tenham tido relações sexuais com trabalhadores do sexo e utilizadores de droga.  
    Ler o resto aqui

    Fonte: DN