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  1. O fim de um mito: Preservativos não reduzem prazer.

    terça-feira, 2 de abril de 2013

    O estudo Características do Preservativo e do Lubrificante, publicado no The Journal of Sexual Medicine, de autoria de uma equipa de investigação da School of Public Health-Bloomington da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, concluiu que o preservativo não reduz o prazer durante as relações sexuais.
    Debby Herbenick, coordenador da equipa que realizou o estudo, refere que "usar um preservativo pode fazer parte de uma vida sexual agradável" e espera que este facto ajude no apelo para a importância desta proteção contra as IST's e as gravidezes indesejadas.
    FONTE: Publico3

  2. Chico Buarque - O que será (à flor da pele)

    domingo, 31 de março de 2013

    De agora em diante iremos publicar algumas música que, em nosso entender, podem ser úteis para ser trabalhadas em educação sexual.
    E que melhor início poderíamos ter do que Chico Buarque?
     
    

  3. "Então é Assim!"

    sexta-feira, 29 de março de 2013

    Aproveito para partilhar um vídeo - "Então é Assim!" - que pode ajudar nas sessões de educação sexual, especialmente para crianças e pré-adolescentes.
    A animação é uma produção norueguesa/canadiana, com título original "So, that's how!" Apesar de já ter alguns anos, descontando dois ou três erros científicos, continua atual.
     

     
     


  4. O Sexo dos Anjos

    quarta-feira, 27 de março de 2013

    Embora a reportagem siga um estilo algo sensacionalista, compartimentado e com algumas lacunas, não deixa de ser a realidade de muito(as) jovens universitários e pré-universitários urbanos ou semi-urbanos do nosso país. 
    No entanto, esta reportagem, se não for devidamente analisada, pode correr o risco de caricaturizar a vivência da sexualidade dos(das) jovens de hoje em dia. Vejamos: nem todas as jovens podem, querem ou desejam ser modelos ou aumentar o tamanho das mamas; nem todas(os) os(as) jovens que saiem à noite o fazem só para procurar um relacionamento sexual; nem todos(as) os(as) jovens seguem um padrão de vestuário ou de música;  nem todas as escolas têm, no verdadeiro sentido, educação sexual.
    Apesar de tudo atrás referido, jovens, professores, pais, psicólogos, educadores sociais e técnicos de saúde não devem deixar passar ao lado este documento visual. Há aqui muita informação para analisar e refletir.
     


  5. Papa Francisco e a Educação Sexual

    sábado, 23 de março de 2013

    A igreja não se opõe à educação sexual. Pessoalmente, creio que deve existir ao longo de todo o crescimento das crianças, adaptada a cada etapa. Em boa verdade, a Igreja sempre deu educação sexual, ainda que aceite que nem sempre o tenha feito de um modo adequado. O que acontece é que atualmente muitos dos que levantam as bandeiras da educação sexual concebem-na separada da pessoa humana. Então, em vez de se contar com uma lei de educação sexual para a plenitude da pessoa, para o amor, cai-se numa lei para a genitalidade. Essa é a nossa objeção. Não queremos que se degrade a pessoa humana. Nada mais”. 

    (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 92-93)

    Os comentários deixo-os para vós. Mas, pelo meio de um mea culpa há aqui uma abertura que se saúda.

  6. 2 em cada 10 portuguesas contraem vaginose bacteriana

    terça-feira, 19 de março de 2013

    Estes dados, segundo o investigador Nuno Cerca,  são dos "mais elevados reportados a nível mundial, o que implica outros estudos e, certamente, mais educação sexual, cuidados de higiene e sensibilização das autoridades”.

    Ler a notícia na íntegra aqui.

  7. Os jardins de infância de Chicago, nos Estados Unidos, vão dar aulas de educação sexual. A maior cidade do estado do Illinois estabeleceu a medida para entrar em vigor daqui a dois anos no âmbito do programa de saúde sexual para o ensino público. O programa é opcional e carece da autorização dos pais.
    A presidente do Sistema de Ensino Público de Chicago afirmou que «é importante fornecer aos alunos de todas as idades informação precisa e apropriada para que possam fazer escolhas saudáveis nas suas interações sociais, comportamentos e relações».
    «Ao implementar uma nova política educacional de saúde sexual estaremos a ajudá-los a estabelecer as fundações do conhecimento que possa guiá-los não só nos anos da pré-adolescência e adolescência, mas através das suas vidas», explicou Barbara Byrd-Bennett nas declarações citadas pela «ABC».
    Esta medida traduz-se em aulas de educação sexual para crianças a partir dos 5 anos quando a regra nos Estados Unidos é para começar as aulas no quinto ano de escolaridade. Chicago tem a terceira maior rede de ensino público dos EUA, com 431 mil alunos.
    Neste programa, os alunos dos jardins de infância aprenderão noções básicas de anatomia, reprodução, relações saudáveis e segurança individual, como noticia a «ABC». As aulas sobre família, sentimentos e contactos próprios ou impróprios começarão no terceiro ano. No ano seguinte, os alunos terão as primeiras aulas sobre a puberdade e sobre o vírus HIV.

    Fonte: TVI 24 (aqui)

  8. Dia Internacional da Mulher

    sexta-feira, 8 de março de 2013

    Ponto prévio: não concordo com esta discriminação positiva. O simples facto de existir este dia reflete o actual, sim o actual, estado de coisas. Se se pretende cessar a desigualdade assuma-se isso diariamente e não num dia pré-definido. E não é por decreto que se resolve o assunto. Veja-se a lei dos duodécimos: em muitos concelhos e freguesias, principalmente em sítios pequenos e/ou do interior, quase foi necessário clonar mulheres disponíveis para integrar as listas. Sei do que falo!
    Ao invés dever-se-ia apostar na formação para a igualdade de género das crianças logo desde o pré-escolar. O que só seria possível após uma formação (intensiva) dos professores e educadores. Dever-se-ia apostar em legislação que defenda a natalidade e o direito de todas mulheres a serem mães quando o desejarem e que a maternidade não seja vista como um empecilho laboral. Dever-se-ia fazer finca pé para que todas as formas de exploração laboral, sexual e social fossem realmente penalizadas. Dever-se-ia caminhar no sentido da igualdade de oportunidades ser algo natural e não uma imposição ideológica ou política.
    Mulheres e Homens: necessariamente diferentes, obrigatoriamente iguais.

    Ponto principal: fiz uma pequena recolha de notícias, abaixo listadas, sobre vários aspectos que deveriam ser analisados hoje, ao invés de músicas temáticas, eventos de ocasião ou debates inócuos.

    * Portugal cai 12 lugares em ranking sobre igualdade de género
    * Igualdade de género: Mulheres pesam apenas 6% na administração das cotadas
    * Carris, Auchan, BES e Santander não cumprem alguns direitos elementares (das mulheres)
    * Mulheres sofrem mais com a austeridade
    * Violência contra mulheres e fosso salarial são desigualdades que mais preocupam portugueses
    * Mulheres europeias trabalham mais 59 dias para terem mesmo ordenado dos homens
    * Associação recebe 19 denúncias por dia de violência doméstica

  9. Aplicação de educação sexual

    quarta-feira, 6 de março de 2013

    Chama-se Birdees a primeira aplicação de educação sexual disponível no mercado. O interface tem duas partes: uma acessível aos adultos (pais e educadores) e outras às crianças, contudo as crianças terão menos conteúdo disponível que os adultos.
    Birdees está disponível para iPad, para já com duas versões diferentes: o Chickadee Module, para idades dos 2-5 anos, e o Pipit Module, para idades dos 6-8 anos.
    Segundo a empresa criadora da aplicação os conteúdos são explorados de forma clara, informada e lúdica. Todas as informações e actividades são baseadas na literatura mais recente, tendo também sido consultados vários especialistas na temática.
    O vídeo seguinte tem uma pequena apresentação da aplicação.


  10. Como explicar sexualidade às crianças?

    terça-feira, 5 de março de 2013

    É uma pergunta muito frequente de pais, professores e educadores: como explicar o sexo às crianças?
    Existem várias respostas, no entanto, aspectos como ser verdadeiro, frontal, falar com clareza e objetividade e usar linguagem adequada à idade e conhecimentos da criança devem ser tidos em conta sempre que realizamos uma empreitada deste género.
    Recentemente, o psicólogo Quintino Aires abordou esta temática em 4 episódios do programa que faz em conjunto com a Raquel Bulha, falo da hora do sexo da Antena 3, programa que recomendo. Por ser tão claro e útil partilho os programas em questão (em formato mp3).
    Espero que ajude!
    

  11. Entrevista na revista 'Mais Educativa'

    terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

    Como referido em post anterior, demos uma entrevista à revista Mais Educativa a propósito do manual. Integralmente publicada no site, saiu na edição física (em papel) de Fevereiro.

     


  12. POP - Portal de Opinião Pública

    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

    Foi lançado, recentemente, o Portal de Opinião Pública (aqui), da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
    Este portal pode constituir-se como uma fonte importantíssima para análise de inúmeras temáticas, uma vez que permite comparar dados de vários países europeus e constatar a evolução da opinião nas últimas duas décadas.
    No nosso caso, este portal contém dados que nos interessam. Apresentamos, seguidamente, alguns deles. Não se deixem ficar por aqui,  o melhor é consultarem o portal e tirarem as vossas próprias conclusões.

    A homossexualidade é mais aceite no nosso país, tendo quase duplicado o nível de aceitação, que, ainda assim, continua em terreno negativo. Sem surpresas, os países com maior nível de aceitação são os do norte da Europa, enquanto os de Leste são os menos tolerantes. Destaque para alguns países onde na última década decresceu a aceitação da homossexualidade, como a Grécia, a Itália, a Polónia e a República Checa.
    O que merece maior destaque é o facto da maioria estar em terreno negativo, tendo alguns países regredido.


    Países nórdicos, mais uma vez, à frente, mas desta vez com a companhia da França. Em Portugal, a opinião sobre o bom relacionamento das mães que trabalham com os filhos é positiva, apesar de estar em níveis inferiores aos de há duas décadas atrás. Este facto dá muito que pensar!


    Os países nórdicos a par da Alemanha e da Holanda acham que o destino das mulheres não tem de ser, obrigatoriamente, casar e ter filhos, enquanto romenos, lituanos e gregos continuam a pensar que isso é o que as mulheres querem. Todos os países aqui analisados aumentaram o nível de desacordo, à excepção da Grécia, da Holanda, e ainda que ligeiramente, o Reino Unido.


    Aqui não há muito comentários a fazer, apenas se estranha a opinião dos alemães e dos romenos, seria mais expectável terem opiniões opostas.


    Todos consideram a satisfação sexual como um factor importante, ou muito importante, para um casamento feliz.  Os gregos são os que maior importância dão à satisfação sexual, enquanto no polo oposto se encontram os nórdicos.

    Este último gráfico é daqueles em que apetece dizer: sem comentários! De facto, este gráfico explica muitos dos resultados apresentados nos gráficos anteriores.
    Em Portugal ser 'tolerante e repeitar os outros' é um valor para cerca de 70% das pessoas ensinarem aos filhos. E os outros 30%?!

  13. Dia dos Namorados

    quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

    Apesar de não gostar particularmente da data, por nenhuma questão pessoal, apenas porque considero que é mais uma tradição que importamos, no caso, o dia São Valentim de origem anglo-saxónica; e porque é quase impôr aos casais um dia para o amor, ou seja, mais um dia para alimentar a máquina consumista em que sociedade de hoje em dia se transformou. Sim, porque o dia dos namorados poderá, e deverá, ser 365 (ou 366) dias por ano.
    Admiro os brasileiros nestas coisas. Nada de dia dos namorados em 14 de Fevereiro. A 12 de Junho, véspera de Santo António - santo casamenteiro e português - é que é!

    Por outro lado, também considero que este dia tem aspetos positivos, como o da figura:
    (tirada um dia destes numa fnac)
     
    Uma montra com livros alusivos ao dia dos namorados destinado a crianças poderia ser apenas mais uma estratégia de marketing. No entanto, após verificar com atenção os títulos e espreitar o conteúdo, percebemos que abordam temas extremamente importantes, como o amor, o comprometimento, o namoro, a paixão, o afecto, a reprodução, entre outros.
    Esta ocasião pode ser aproveitada para explorar todos este temas, partindo da comemoração do dia dos namorados, no caso dos educadores; ou oferecendo um livro e discutindo a temática aí aborada, no caso dos pais.

    Notas:
    1) O livro da troika está a mais...até no dia dos namorados eles metem o nariz!
    2) Nada ganho em publicitar a fnac.

  14. Divulgação da Ação de Formação, Loulé

    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

    A Ação de Formação "Modelos e Práticas em Educação para a Saúde em Meio Escolar: Educação Sexual" vai decorrer na Escola Secundária de Loulé, com início a 10 de Abril de 2013.
    A formadora é Maria Esteves e tem a duração de 25 horas.

    Incrições até 25 de Março de 2013 no seguinte link: http://docs.google.com/a/es-loule.edu.pt/spreadsheet/viewform?formkey=dEhUZVVkZ0Joc0txeFY3eWh3MUR4QWc6MQ

  15. Entrevista na revista 'Mais Educativa'

    sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

    A entrevista, dada em finais de 2012, via e-mail, à revista Mais Educativa para ser publicada numa futura edição da revista, acabou por 'apenas' ser publicada no site da revista (aqui).


    Dei pela existência de algumas lacunas e erros no copy-paste, pelo que deixo aqui o original.

    A Educação Sexual é um tema inerente ao crescimento de cada ser humano. Qual o papel da escola (professores e restante comunidade escolar) neste processo?
    A escola desempenha um papel fulcral na formação integral dos jovens. Desta forma não se pode arredar da temática da educação sexual - uma necessidade e um direito dos jovens.
    A escola é um dos cenários mais importantes para a implementação da educação sexual enquanto espaço relacional e emocional criador de uma pedagogia do conhecimento do outro, pelo tempo que os adolescentes passam na escola, esta apresenta-se como um dos locais privilegiados da relação dos adolescentes com os seus pares; pelo seu papel educativo e formador, que como tal deve possibilitar aos estudantes um incremento dos seus conhecimentos nas áreas da sexualidade e a promoção de atitudes e comportamentos sem risco.
    A escola integra-se no percurso vivencial do aluno, não como mero recetor de aprendizagens, mas na sua dimensão de ser pessoa: pessoa que faz parte de uma vasta teia relacional, pessoa que se emociona e carece de afetividade, pessoa que estando ainda a subir os degraus da vida, necessita de ser orientado, informado, aconselhado, necessita de alguém que o saiba escutar, aconselhar, apoiar…e esse alguém é muitas vezes o professor.
    Importa salientar que a facilitação no acesso à informação, por si só, não faz a educação sexual. Neste sentido, ganha especial relevo a ação educativa da escola, e dos seus atores, a ajudar os jovens a processar, selecionar e contextualizar todas as informações que recebem no seu quotidiano.



    Há cada vez mais livros sobre esta temática a surgir. É este tema cada vez menos tabu na sociedade?
    O fato de haver mais livros, por si só, não faz com que o tabu desapareça, mas dá um sinal de que a sociedade está predisposta a ver a sexualidade de outra maneira – natural, saudável e feliz, ao invés de oculta, ordinária e negativa.
    São evidentes os progressos e por certo que a educação sexual nas escolas tem contribuído, contudo ainda é muito frequente muitos setores da sociedade olharem de lado para tudo o que envolva a palavra ‘sexo’. Importa referir que quando falámos de educação sexual não estamos reportar à educação genital, mas a uma educação que contempla a dimensão biológica, psicológica, emocional, afetiva, social, espiritual que permitam aos jovens escolhas construtivas na relação com o outro.



    Em que difere o vosso livro dos demais existentes no mercado e de que forma procura ele ajudar a que este tema seja mais falado (por professores e pais) junto dos mais jovens?
    O nosso livro está construído segundo o modelo que atualmente norteia a educação sexual. Este modelo perspetiva a sexualidade como fonte de vida e de prazer, reconhecendo as pluralidades de posições a ela relativos. Valoriza essencialmente o espírito crítico, a escolha livre, informada e esclarecida de forma a promover uma vivência saudável, responsável e feliz da sexualidade.
    Relativamente a outras publicações existentes no mercado, o nosso manual tem algumas mais-valias: é elaborado por duas pessoas que trabalham o mesmo assunto, mas de dois prismas diferentes - a educação e a saúde; está construído tendo em conta o que de melhor e mais eficaz se tem feito em termos de projetos de educação sexual; tem como autores duas pessoas que têm conhecimentos teóricos, mas também experiência de trabalho no terreno; está adaptado à realidade portuguesa; e reúne na mesma publicação a teoria sobre a educação sexual, a informação científica sobre sexualidade humana e um conjunto de sugestões de atividades para que educadores e professores possam implementar a educação sexual e uma proposta avaliativa que poderá funcionar como diagnóstico de necessidades e/ou como avaliação final do projeto desenvolvido com os alunos.



    Podem deixar algumas dicas tanto para leitores (onde se podem dirigir para saber mais sobre estes temas) como para pais (o que podem fazer para abordar este assunto e como responder a algumas perguntas que não estavam à espera…)? E também de que forma pode ser vir este livro para ajudar a todo este processo de dúvidas?
    Os jovens podem obter ajuda sobre este assunto, consultando livros como o nosso, alguns sites de referência e, sobretudo, podem (e devem) consultar os pais, os professores e os técnicos de saúde. O ditado ‘o saber não ocupa lugar’, também se aplica à sexualidade.
    Os pais podem usar este livro que reúne a teoria com a prática e desta forma, não só podem ficar informados sobre a teoria, como também podem tirar algumas sugestões sobre a melhor forma de tratar o assunto com os filhos. Por último, ficam a conhecer como é implementada a educação sexual na escola. A família é a principal educadora, quer pelo direito quer pelo dever que lhe assiste. Tem a responsabilidade de cuidar, amar incondicionalmente e educar os seus filhos para que estes se tornem adultos responsáveis, autónomos com intervenções positivas na sociedade. Costumamos dizer que quer os pais falem, ou não, de questões ligadas à sexualidade com os seus filhos estarão a fazer educação sexual, pelos valores, pelas regras, afetos e atenção que lhes transmitem… Não há receitas para abordar esta temática, cada família tem a sua especificidade, características próprias e únicas. Devem estar atentos aos pequenos sinais que os filhos vão deixando transparecer. Por vezes fico com a sensação que pais e alunos estão a remar em sentidos opostos, que há uma certa alienação parental face às dúvidas e curiosidades dos próprios filhos… Há o medo de alguma pergunta mais virada para o “sexo”, mas como vou responder? Dicas como sermos sempre verdadeiros, dizer que não sei, quando realmente não se sabe sobre o assunto (não sabemos tudo), devolver uma pergunta para sabermos exatamente o que ele quer saber, ou se já ouviu falar sobre esse assunto e o que ouviu, são pequenos truques que podemos utilizar. Estar disponível para ouvir os filhos, o que nem sempre acontece nas famílias alvo de grande tensão e stress nos dias de hoje, é a base para melhorar a comunicação, devendo ser evitadas as críticas e juízos de valor. Tentar sempre apurar a capacidade reflexiva e sentido crítico dos jovens para que estes façam as escolhas saudáveis relativas à sexualidade.
    A veracidade nas relações pais e filhos ajuda na construção de uma relação de confiança e por isso se esta for efetiva os filhos passarão ver os seus pais como uma importante fonte de informação e suporte nesta temática da sexualidade. 
    Um conselho que deixo a pais e professores é que não deixem nenhuma pergunta por responder. Quando os adolescentes perguntam é porque têm dúvidas. Se as perguntas não forem respondidas eles vão procurar a informação noutro local: em colegas, que geralmente têm as mesmas dúvidas, ou na internet, em sites com informação duvidosa. 
    O livro também pode ser um empurrão para os professores e educadores mais impreparados e inseguros na medida em que serve de rede de segurança para o educador começar a trabalhar em educação sexual. No entanto, é importante referir que a experiência é importante, na medida em que transmite segurança e à-vontade que aos poucos farão o educador/professor libertar-se da “receita” dada por outros e traçar o próprio caminho, produzindo os próprios recursos e gizando as melhores estratégias para ter sucesso no seu trabalho.

  16. Gravidez na adolescência

    terça-feira, 8 de janeiro de 2013

    Não sei se é um sinal dos tempos, se é um fenónemo localizado, se é o resultado dum determinado enquadramento sócio-económico, se é demissão da escola e das famílias... O que sei é que nas últimas escolas onde trabalhei tenho-me deparado com vários casos de gravidez na adolescência. Alguns de mães bem jovens (14 anos).

    De forma não estruturada, leia-se não científica (por agora), tenho tentado perceber as razões por detrás desta triste realidade, como possíveis soluções. O que tenho vindo a percepcionar é que não há grandes soluções. Professores(as) e enfermeiros(as) alertam e fazem, muito bem, na maioria dos casos, o seu trabalho. Contudo, a realidade não se altera, tendo até nalguns casos vindo a piorar. Restam as famílias. Quiçá parte do problema esteja aqui, onde, infelizmente, a escola e até os profissionais de saúde não conseguem entrar.

    É importante realçar que, ao contrário do que se diz e pensa em alguns locais, este não é problema restrito às raparigas, pois por trás de cada mãe adolescente há um pai, normalmente, também adolescente.

    Também se deve referir que só a prevenção, por via da informação, poderá surtir efeito.

    Tanto quanto mostram os estudos, os números a nível nacional não são animadores, pelo que é útil perguntar onde está(eve) a educação sexual destes jovens? Será que tiveram?!

    Gostava de saber o que pensam os opositores da educação sexual sobre esta realidade.

    Voltarei a este tema em breve.

    A propósito desta temática sugiro a reportagem "Mães Prematuras", que passou na Sic em Julho de 2009 - aqui.

    Ela poderá ser útil para ver e analisar com os jovens numa sessão de educação sexual.

  17. Balanço de 2012

    domingo, 30 de dezembro de 2012

    Em Janeiro de 2012 saiu o livro "Educação Sexual na Escola: guia para professores e educadores - 2º ciclo". Este livro foi o culminar de 2 anos de trabalho em redor da Educação Sexual na Escola. Muito trabalho de investigação, reflexão e escrita. Muitas horas de trabalho. Este blogue é apenas mais uma das faces do trabalho (sempre) em desenvolvimento.
    Felizmente, o trabalho foi reconhecido. Partilho onde e como.

    # Homenagem da Junta de Freguesia de Queirã (aqui) em Junho de 2012:
    "O Rui Miguel Barbosa Macário, é natural de Vasconha, onde ainda tem residência fixa, embora a de trabalho, de momento, ser em Almancil, Loulé. Na escola primária local, seu professor da 4ª classe, Joaquim Mendes, logo notou nele, uma calma natural, nunca exibicionista, mas com aptidão para a escrita e largas à sua imaginação. Prosseguiu sua carreira universitária e agora como professor, Mestre em Dinamização das Ciências em Contexto Escolar e dissertação em “Educação Sexual em Contexto Escolar”. O jovem Mestre Rui Macário, tem-se distinguido nas diversas Comunicações em Congressos, Colóquios e Seminários, mas também em Publicações várias, das quais a que mais ênfase teve a nível nacional, foi o manual de Educação na Escola, 2012, Editora Educação Nacional. Por tudo isso e muito mais, merece o nosso Reconhecimento."
     
    # Notícia no Jornal Notícias de Vouzela, edição de 12 de Abril de 2012.
     


  18. Livro sobre Igualdade de Género na Escola

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



     É publicado no início de 2013 o livro "Fazendo Género no Recreio: a Negociação do Género e Sexualidade entre Jovens na Escola" da autoria da socióloga e investigadora Maria do Mar Pereira, professora auxiliar na Universidade de Leeds, na Inglaterra.
    O livro resulta de um trabalho de investigação/acção desenvolvido pela autora em que confrontou os jovens de uma turma do 8º ano com os seus próprios conceitos de masculinidade e feminilidades.
     
    A autora diz, em entrevista ao jornal Ciência Hoje, que os jovens, com que trabalhou, quando confrontados com as ideias pré-concebidas sobre género “mudaram os seus comportamentos porque chegaram à conclusão de que não era necessário gozarem uns com os outros e fazerem todas estas coisas que faziam. As pessoas muitas vezes sentem que as ideias sobre géneros são uma coisa fortíssima, milenar e não há nada a fazer. É assim e pronto. E o interessante é que quando se cria espaço para conversar sobre estas questões, as pessoas percebem que estas normas, estereótipos, são arbitrárias".

  19. Igualdade de Género

    terça-feira, 18 de dezembro de 2012

    Um relatório recente da OCDE - Closing de Gender Gap: Act Now -, apresenta-nos duas conclusões a ter conta:
    1) As mulheres portuguesas são das que mais trabalham sem ser remuneradas.
    É sobretudo trabalho doméstico, o que demonstra o quanto ainda temos de melhorar. Em Portugal são quase 250 minutos por dia de trabalho não pago. Pior do que nós só Índia, México e Turquia.
    Parece que a igualdade fica à porta de casa!

    2) As portuguesas são prejudicadas pela maternidade.
    Infelizmente esta é uma realidade já conhecida há bastante tempo. É preciso lutar e sobretudo denunciar os abusos.
    Por certo que os tempos conturbados que vivemos irão conduzir a piores resultados. Oxalá que me engane!
     Fonte: Público

    Centremo-nos apenas num exemplo. [E este relatório tem tantos e interessantes.]
    No gráfico abaixo sobre a a possibilidade das mulheres abdicarem do trabalho, ou parte dele, em nome da família, compara-se a variação da opinião dos portugueses entre 2004 e 2010.
    Se por um lado somos dos mais conservadores em relação ao destino feminino, a milhas da Dinamarca e na Suécia. Por outro somos um dos países onde esta crença perdeu mais força.

  20. Novos materiais APF

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

    A APF disponibilizou novos materiais de apoio à educação sexual para todos os ciclos do ensino.
    Mais informações no folheto.