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  1. "Maioria Oprimida"

    quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

    Maioria Oprimida é uma curta metragem de 2010 de autoria da realizadora e actriz francesa Eléonore Pourriat.
    A 5 de Fevereiro deste ano Pourriat resolveu colocar a curta metragem no youtube e no espaço de uma semana atingiu mais de 4 milhões de visualizaçãoes.
    Embora a curta assente em princípios feministas, apresenta um ponto de vista interessante onde se invertem os papéis e estereótipos de género, numa sociedade dominada pelas mulheres.
    A realizadora já tem novo projeto - um documentário humoristico sobre os homens que obrigam as mulheres a tirar os pêlos púbicos!
     
    Assistam e mostrem aos vosso alunos. Às vezes é bom que eles façam o exercício de se colocarem no papel do outro.

  2. É uma piada, mas também podia ser realidade...!

    terça-feira, 28 de janeiro de 2014

    Anita, de sete anos, regressa a casa vinda da escola. Tinha tido a primeira aula de educação sexual. A mãe, muito interessada pergunta:
    - Como é que correu?
    - Quase morri de vergonha! - respondeu a pequena Anita.
    - Porquê? - perguntou a mãe.
    Anita respondeu:
    - O Zezinho, o menino com o cabelo ruivo, disse que foi a cegonha que o trouxe.
    - O Marco, da livraria, disse que veio de Paris.
    - A Cristina, a vizinha do lado, disse que foi comprada num orfanato e o Tó disse que foi comprado no hospital.
    - O Paulinho disse que nasceu de uma proveta.
    - O André disse que nasceu de uma barriga de aluguer.
    A mãe de Anita respondeu quase sorrindo:
    - Mas isso não é motivo para te sentires envergonhada...
    - Não, já sei, mas não me atrevi a dizer-lhes que como nós somos pobres, tiveste que ser tu e o pai a fazer-me...!!!

  3. (Des)Igualdade entre Parênteses

    quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

    No Plano Nacional para a Igualdade, o género feminino aparece entre parênteses

    No V Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e Não Discriminação (que estará em vigor até 2017) o Governo compromete-se a encomendar um estudo para avaliar até que ponto já se utiliza “linguagem inclusiva” na administração pública — seja nos balcões de atendimento ou nos documentos oficiais. Acontece que o próprio Plano da Igualdade, publicado no Diário da República (DR) no último dia do ano, não é um bom exemplo de linguagem que promova a igualdade, tendo em conta as orientações em vigor.

    Inicialmente, na proposta de Plano Nacional, que começou por ser posta à discussão pública e que foi para consulta de vários especialistas na matéria, utilizavam-se expressões como “conselheiro/a...” — o que é um exemplo de “linguagem inclusiva”. Já a versão final, publicada em DR, contém expressões como “conselheiro(a)”. Qual a diferença? A barra deu origem a um parênteses.

    É a própria Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), numa publicação de 2009, que sintetiza as regras da linguagem inclusiva e sustenta que o parênteses pode ser lido como uma forma de menorizar a forma feminina das palavras. E não de a equiparar à masculina.
    Ler tudo aqui
    Fonte: Público Online

  4. sábado, 18 de janeiro de 2014

    O vídeo já vai com quase 5 milhões de visualizações. Apesar de já ter alguns anos, continua atual.
    A antropóloga Helen Fisher, no âmbito das Conferências TED, abordou 'O Amor' e explica-nos a sua evolução, as suas bases bioquímicas e a sua importância social.



  5. segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

    Fonte: https://www.facebook.com/AssociacaoCASA

  6. Rídiculo!

    domingo, 12 de janeiro de 2014

    "As realidades familiares naturais são compostas por um homem e uma mulher e orientadas para o nascimento e boa educação dos filhos. O bem comum é prejudicado pela existência de famílias não-convencionais. Os filhos são a finalidade do casamento que deve ser orientado por normas de estabilidade, permanência e fidelidade conjugal. Assim, é possível formar-se pessoas decentes, cumpridoras das leis e das normas sociais".

    Podia ser um discurso de um qualquer político há 50 anos atrás, mas não! É de Nuno Lobo no Congresso do CDS, ontem e hoje, dias 11 e 12 de Janeiro de 2014.

  7. Receita de Género

    quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

     

    Fonte: https://www.facebook.com/AssociacaoCASA
    Versão original em inglês e alta resolução aqui

  8. Projecto Tudo Vai Melhorar™

    sábado, 4 de janeiro de 2014

    "O Projecto Tudo Vai Melhorar™ foi criado para demonstrar aos jovens LGBT os níveis de felicidade, potencial e positivismo que as suas vidas podem alcançar, se conseguirem ultrapassar as dificuldades da sua adolescência. O Projecto Tudo Vai Melhorar™ quer relembrar que os adolescentes LGBT não estão sozinhos(as) e que TUDO VAI MELHORAR."


    Este interessante projecto que é promovido em Portugal pela CASA - Centro Avançado de Sexualidades e Afectos disponibiliza uma série de materiais de apoio que poderão ser muito úteis para utilizar nas escolas. Estão disponíveis aqui.



  9. quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

    Desejamos a todos um Natal com carinho, amor, compreensão, solidariedade e paz.
    Que 2014 seja um ano de muita saúde, amor e paz mas sobretudo que traga lucidez, boa vontade e abertura de mentes.


  10. Correcção de uma inverdade

    quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

    Recentemente, li no sítio de uma associação que luta contra a implementação da Educação Sexual na Escola que a legislação tinha mudado e que portanto as escolas já não podiam "impor" a Educação Sexual aos alunos(as), sem consentimento dos pais/encarregados de educação.
    Estamos perante uma inverdade, senão vejamos:
    1.  A legislação referida é o Decreto-Lei n.º 139/2012 - organização curricular do ensino básico e do ensino secundário, que em nenhum ponto fala da Educação para a Saúde. Este decreto veio extinguir as áreas curriculares não disciplinares, ou o que sobrava delas, mas criou uma área denominada Oferta Complementar que, efectivamente, depende da autorização dos Encarregados de Educação.
    2.  A legislação que regulamenta a educação sexual  na escola (Lei nº 60/2009 e   Portaria n.º 196-A/2010 ) não foi modificada nem revogada.
    3. A leitura atenta, objectiva e isenta da legislação da educação sexual e da literatura da área permitem-nos concluir que a educação sexual deve assumir um carácter inter/transdisciplinar, apesar de se sugerir a utilização das áreas curriculares não disciplinares.
    4. A legislação em vigor refere que deve ser cumprido um número mínimo de sessões anuais.
    5. O enquadramento legal da educação sexual apenas refere que os pais devem ter conhecimento das actividades a serem realizadas no âmbito do projeto de educação sexual.

    Conclusão: O cruzamento dos seis pontos anteriores não permite aos pais/encarregados de educação, nem à escola, recusar a implementação da educação sexual.
    Em última análise, os pais/encarregados de educação só proibindo os filhos(as) de irem à Escola se podem assegurar que estes só têm educação sexual em casa. Mas esta é outra conversa e outra luta!

  11. A ser verdade é um PÉSSIMO exemplo!

    quarta-feira, 4 de dezembro de 2013



    Escolas excluem alunos com vírus da sida (TVI 24)

  12. A Adolescência e tu

    quinta-feira, 28 de novembro de 2013

    A adolescência e tu é um programa educativo da Ausonia, Evax e Tampax. Dirige-se aos alunos e alunas do 9º ano, embora possa ser utilizidado noutras faixas etárias, com as devidas adaptações.
    Encontra-se dividido em quatro grupos de sessões: "Como me vejo? Experimentar mudanças"; "Como me vêem os outros? Aceitar-se e ser aceite"; "O meu corpo e o dos outros. Falar e viver as alterações"; "Como me sinto? Conduzir as emoções".
    Também existem os materiais do professor.
    É tudo gratuito e encontra-se disponível aqui.

  13. Hoje, 25 de Novembro, anota-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.  Neste sentido, a  APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) realiza as I Jornadas Contra a Violência Doméstica, na Escola de Direito da Universidade do Minho, em Braga.
    Paralelamente, esta associação promoveu uma campanha na qual foram colocados 40 sacos com manequins de plástico na Rua Augusta, em Lisboa. Cada um dos sacos vai ser simbolicamente identificado com a causa de morte e indicação do agressor, de forma a não deixar nenhum transeunte indiferente a esta realidade.
    "Violência: esconder nunca ajuda. O que ajuda é pedir ajuda" é a mensagem da APAV no Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.


    As Nações Unidas têm a correr desde o ano passado o 'Orange Day', iniciativa onde convidam tod@s a usar uma peça de roupa cor de laranja no dia 25 de todos os meses. A ONU lança o repto para que cada mês seja dedicado a um tema específico dentro da violência contra mulheres. Podem saber tudo aqui.





     

     
    "Break the silence. When you witness violence against women and girls, do not sit back. Act."Ban Ki-moon, U.N. Secretary - General

  14. Opinião de Mónica Ferro no Público de hoje (aqui)

    Por todo o mundo uma em cada três mulheres será sujeita a uma das várias formas de violência. Uma em cada três raparigas casará antes dos 18 anos e 12% delas casar-se-ão antes de completarem 15 anos. 125 milhões de mulheres terão sido sujeitas a mutilação genital feminina.
    Todos os dias 20.000 raparigas, com menos de 18 anos, dão à luz no mundo em desenvolvimento e 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é crime. Entre 250.000 e 500.000 mulheres e raparigas foram violadas durante o genocídio no Ruanda em 1994. Sete em cada 10 mulheres no mundo relatam ter sofrido alguma forma de violência física e psíquica ao longo das suas vidas. As mulheres e raparigas contabilizam cerca de 80% das cerca de 800.000 pessoas que todos os anos são traficadas e 79% dessas mesmas mulheres serão traficadas para fins de exploração sexual. E podia ainda falar do assédio sexual, do assédio no lugar de trabalho, dos crimes de honra, dos crimes ligados ao dote, da seleção pré-natal do sexo, do femicídio. Em Portugal, dados não oficiais dão conta de três dezenas de mulheres assassinadas este ano.
    O dia de hoje, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, chama a atenção para estas violências, e para todas as outras, as evidentes e as mais perversas: as ocultas, e apela à mobilização da comunidade internacional, dos governos e da sociedade civil para o combate a este flagelo, que a diretora da ONU Mulheres chama de pandemia.
    É um combate jurídico, feito através dos vários tratados internacionais que desde os anos 70 do século XX têm sido assinados e ratificados, e das leis nacionais que vão sendo adotadas e implementadas; é um combate através da educação, da alfabetização jurídica das mulheres para que estas saibam que são titulares de direitos e que os seus direitos são direitos humanos, da educação de homens e mulheres para a igualdade; é um combate cívico que pressupõe a eliminação de uma cultura patriarcal de dominação das mulheres pelos homens; é uma desocultação da realidade, um fim da invisibilidade das mulheres, uma ação em prol da dignidade de todas as pessoas.
    As mulheres sofrem várias formas de violência ao longo da sua vida, desde o berço até à morte. Violências diferentes, todas igualmente graves, que têm custos desde a grosseira violação dos seus direitos humanos até às perdas de produtividade e de eficiência das sociedades, até aos custos efetivos com o tratamento das vítimas e o julgamento dos perpetradores.
    Hoje gostava de me dedicar a uma destas violências, talvez por ser das mais escondidas: a maternidade na infância, a gravidez adolescente.
    O relatório deste ano sobre a Situação da População Mundial, do Fundo das Nações Unidas para a População, intitulado “Maternidade na Infância: responder aos desafios na gravidez adolescente,” traça-nos um cenário de profunda violência e violação de direitos. Todos os dias 20.000 raparigas dão à luz nos países em desenvolvimento, e por ano cerca de 70.000 adolescentes morrem de causas relacionadas com a gravidez e o parto.
    São raparigas que veem violado o seu direito à educação, à saúde e à autonomia. São raparigas que por não irem à escola – algumas são expulsas quando engravidam – têm poucas hipóteses de ter um emprego remunerado, menos voz nas suas famílias e comunidades, menos voz na tomada das decisões que afetam as suas próprias vidas. Como não são escolarizadas, as hipóteses de terem participação no espaço público são reduzidas, logo a probabilidade dos seus desafios e necessidades concretas serem debatidos e tratados por políticas públicas é também reduzida. Está, assim, criado um ciclo vicioso de invisibilidade e perpetuação de uma violência que é estrutural, discriminatória, geradora de pobreza.
    As adolescentes que engravidam são tendencialmente de lares com fracos rendimentos e subnutridas. Para além destas, as raparigas oriundas de minorias étnicas ou grupos marginalizados, e as que não têm acesso a serviços e meios de saúde sexual e reprodutiva estão sujeitas a uma taxa de gravidez adolescente maior…
    E como todos os dias morrem 200 adolescentes, a gravidez precoce resulta vezes de mais na suprema violação dos direitos, na morte.
    Mas este é um diagnóstico que pode ser interrompido. O FNUAP propõe uma abordagem ecológica multinível, ou seja, recusa as terapias sectoriais.
    A maternidade na infância é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a pobreza, a aceitação pelas famílias e comunidades do casamento precoce e esforços ineficazes para manter as raparigas na escola… só quando todas estas causas forem tratadas de forma holística, numa perspetiva transectorial, teremos a possibilidade de eliminar esta violência que condena milhões de raparigas à invisibilidade, perpetuando a sua discriminação e obstaculizando o seu empoderamento.
    A violência contra as mulheres é uma grave violação dos direitos humanos. A comunidade internacional e os governos não se podem demitir deste combate que permitirá resgatar a dignidade de milhões de seres humanos. É só disso que estamos a falar hoje, no dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres.

  15. Concordo plenamente! Mas...

    segunda-feira, 4 de novembro de 2013

    «Educação sexual nas escolas não está a funcionar»
    A deputada social-democrata Mónica Ferro, coordenadora do Grupo Parlamentar Português sobre População e Desenvolvimento, disse hoje à Lusa que são precisas novas políticas sobre maternidade na infância e gravidez na adolescência.
    Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) divulgado hoje indica que «todos os dias, nos países desenvolvidos, 20 mil raparigas com menos de 18 anos de idade dão à luz» e a nível global registaram-se dois milhões gravidezes em jovens com menos de 15 anos.
    «Portugal é um país que tem uma média sobre o desempenho na gravidez adolescente que me preocupa embora estejamos melhor do que os países de língua oficial portuguesa o que nos dá responsabilidades acrescidas nesta matéria», disse Mónica Ferro à margem da apresentação e análise dos dados sobre a Maternidade na Infância do relatório do FNUAP.
    «Não estamos a saber lidar com a gravidez adolescente e em parte é porque a educação sexual nas escolas também não está a funcionar e é uma crítica que se pode fazer neste momento. A ausência da educação proativa para a sexualidade e para a saúde está a provocar um número de gravidezes adolescentes que não é compatível com o tipo de país que nós temos», acrescentou Mónica Ferro defendendo novas abordagens que passam pela proteção das jovens e adolescentes e envolvendo toda a sociedade.
    (...) retirado daqui


    Resta acrescentar que o partido da deputada em questão tem uma grande responsabilidade no não funcionamento da Educação Sexual nas escolas. Por exemplo, na área da Educação, foram extintas as áreas curriculares não disciplinares, retirados tempos aos professores para o Programa Escola e Saúde, esquecida a formação sobre educação sexual, ... ; na área da Saúde estrangulou-se a saúde escolar; na área da Segurança Social diminuiram-se os apoios ao mais desprotegidos, quando sabemos que há uma enorme relação entre a gravidez adolescente e a pertença a uma família socialmente desintegrada.  

  16. Ontem foi dado a conhecer o documento, emanado pela DGS, com as orientações sobre o Programa Nacional de Saúde Escolar, ano letivo 13/14. Encontra-se aqui.
    As orientações centram-se sobretudo em quatro pontos: saúde individual e coletiva, inclusão escolar, ambiente e saúde e literacia em saúde.
    Destaco, ainda, o ponto 4:
    "A intervenção da Saúde Escolar deve estar, ainda, orientada para:
    a) Articular programas, projetos, atividades e intervenções que promovam a saúde, a cidadania e os afetos;
    b) Intervir, de forma sustentável, ao longo de toda a infância e juventude, com projetos que começam no Jardim-de-Infância e se desenvolvem até ao final do Ensino Secundário;
    c) Articular as intervenções, sinergicamente, com instituições, organizações e associações da sociedade civil que acrescentem mais-valia ao trabalho da Saúde com a Escola;
    d) Dirigir a intervenção para toda a comunidade educativa, promovendo a equidade no acesso à informação e a resolução de problemas da competência do Sector da Saúde;
    e) Adotar recursos educativos digitais e metodologias ativas, visando a promoção de competências sociais e emocionais. "

    É um plano ambicioso, sobretudo se tivermos em conta os recursos humanos afetos à Saúde Escolar. Das escolas que conheço, o (muito) que se faz é, em grande parte, devido à persistência e boa vontade dos profissinais de saúde. E que falta que eles fazem nas escolas!

  17. Foi lançado este ano o documento "Standards for Sexuality Education in Europe. Guidance for Implementation". O documento é da autoria da Organização Mundial de Saúde, divisão Europa (OMS/Europe) em parceria com o Centro Federal de Educação para a Saúde (BZgA).
    Está disponível
    aqui.

    Recomendo a leitura deste documento a todos os que se interessam e/ou trabalham esta temática.


  18. O título do post pode parecer exagerado, mas não é. Reparem que em Espanha se volta atrás na lei do aborto, retrocedendo-se a 1985! Já no Paquistão não se retrocede, continua tudo na mesma - proíbe-se as mulheres, digo meninas, de irem à escola. Se forem, atira-se a matar!

    Hoje, véspera de se conhecer o Nobel da Paz, a jovem paquistanesa Malala Yousafzai venceu o Prémio Sakharov - distinção de direitos humanos do Parlamento Europeu.
    Fala-se com insistência no nome de Malala, jovem de 16 anos, para receber o galardão da academia sueca em prol da Paz, ao que a própria responde que não merece, pois apenas defendeu que ela e as outras meninas possam ir à escola.
    Malala começou a ser conhecida aos 11 anos quando começou a escrever um blogue para a BBC, no qual descrevia a vida sob domínio dos talibãs no Swat, vale no noroeste do Paquistão onde vivia.
    Entre outras regras primitivas e absurdas, pelo menos à luz do mundo civilizado do séc. XXI, é negado o direito das mulheres à educação. Malala ousou apanhar o autocarro para ir à escola e foi alvejada a tiro por talibãs, há um ano. O resto da história já conhecem dos telejornais.
    Faz correr mundo a sua declaração nas Nações Unidas, que de resto faz de slogan do livro inspirado na sua história:
    «Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo».


    Em Espanha algumas mulheres da organização Femen manifestaram-se, em tronco nu, nas galerias do Congresso de Deputados, contestando a proposta de reforma da lei do aborto e interrompendo, por momentos, a sessão de controlo ao Governo. Gritavam: "o aborto é sagrado". O ministro da justiça disse, entre outras coisas, apenas pretender defender os direitos das mulheres!
    Na reforma que o PP, partido no poder, pretende levar a cabo apenas será possível interromper a gravidez em três casos: violação (nas primeiras 12 semanas), dano para a vida ou saúde física ou psíquica da mãe e más formações físicas ou psíquicas do feto (nas primeiras 22 semanas), ou seja retroceder a 1985!

  19. Retratos da Real Beleza

    sábado, 5 de outubro de 2013

    Esta campanha da Dove, entre vários aspetos interessantes, foi idealizada por um português. Ela remete-nos para conceitos que devem ser trabalhado em educação sexual: o auto-conceito e a auto-imagem. No caso, é a auto-imagem das mulheres que é colocada em causa. Os resultados são interessantes e fazem-nos reflectir (e emocionar), pois mostram que tendemos (no vídeo são as mulheres) a ter uma imagem negativa da nós próprios.
     
    Aproveitem o vídeo da melhor maneira. Se, após visualização, for devidamente analisado e discutido dará uma excelente sessão de educação sexual.
     


  20. Dislike Bullying Homofóbico

    terça-feira, 1 de outubro de 2013

    Apenas hoje descobri este site. Está muito bom: sintético, apelativo e dirige-se as vários actores. 
    É um excelente recurso que, infelizmente, não chegará a todos os destinatários que deveria chegar, nomeadamente às escolas onde, segundo números da rede ex-aequo (aqui), 42% dos(das) jovens gays, lésbicas ou bissexuais afirmam ter sido vítima de bullying homofóbico, sendo que apenas 15% dos agressores foram repreendidos.
     
     
    Este é o vídeo da campanha: