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  1. Entrevista na revista 'Mais Educativa'

    terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

    Como referido em post anterior, demos uma entrevista à revista Mais Educativa a propósito do manual. Integralmente publicada no site, saiu na edição física (em papel) de Fevereiro.

     


  2. POP - Portal de Opinião Pública

    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

    Foi lançado, recentemente, o Portal de Opinião Pública (aqui), da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
    Este portal pode constituir-se como uma fonte importantíssima para análise de inúmeras temáticas, uma vez que permite comparar dados de vários países europeus e constatar a evolução da opinião nas últimas duas décadas.
    No nosso caso, este portal contém dados que nos interessam. Apresentamos, seguidamente, alguns deles. Não se deixem ficar por aqui,  o melhor é consultarem o portal e tirarem as vossas próprias conclusões.

    A homossexualidade é mais aceite no nosso país, tendo quase duplicado o nível de aceitação, que, ainda assim, continua em terreno negativo. Sem surpresas, os países com maior nível de aceitação são os do norte da Europa, enquanto os de Leste são os menos tolerantes. Destaque para alguns países onde na última década decresceu a aceitação da homossexualidade, como a Grécia, a Itália, a Polónia e a República Checa.
    O que merece maior destaque é o facto da maioria estar em terreno negativo, tendo alguns países regredido.


    Países nórdicos, mais uma vez, à frente, mas desta vez com a companhia da França. Em Portugal, a opinião sobre o bom relacionamento das mães que trabalham com os filhos é positiva, apesar de estar em níveis inferiores aos de há duas décadas atrás. Este facto dá muito que pensar!


    Os países nórdicos a par da Alemanha e da Holanda acham que o destino das mulheres não tem de ser, obrigatoriamente, casar e ter filhos, enquanto romenos, lituanos e gregos continuam a pensar que isso é o que as mulheres querem. Todos os países aqui analisados aumentaram o nível de desacordo, à excepção da Grécia, da Holanda, e ainda que ligeiramente, o Reino Unido.


    Aqui não há muito comentários a fazer, apenas se estranha a opinião dos alemães e dos romenos, seria mais expectável terem opiniões opostas.


    Todos consideram a satisfação sexual como um factor importante, ou muito importante, para um casamento feliz.  Os gregos são os que maior importância dão à satisfação sexual, enquanto no polo oposto se encontram os nórdicos.

    Este último gráfico é daqueles em que apetece dizer: sem comentários! De facto, este gráfico explica muitos dos resultados apresentados nos gráficos anteriores.
    Em Portugal ser 'tolerante e repeitar os outros' é um valor para cerca de 70% das pessoas ensinarem aos filhos. E os outros 30%?!

  3. Dia dos Namorados

    quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

    Apesar de não gostar particularmente da data, por nenhuma questão pessoal, apenas porque considero que é mais uma tradição que importamos, no caso, o dia São Valentim de origem anglo-saxónica; e porque é quase impôr aos casais um dia para o amor, ou seja, mais um dia para alimentar a máquina consumista em que sociedade de hoje em dia se transformou. Sim, porque o dia dos namorados poderá, e deverá, ser 365 (ou 366) dias por ano.
    Admiro os brasileiros nestas coisas. Nada de dia dos namorados em 14 de Fevereiro. A 12 de Junho, véspera de Santo António - santo casamenteiro e português - é que é!

    Por outro lado, também considero que este dia tem aspetos positivos, como o da figura:
    (tirada um dia destes numa fnac)
     
    Uma montra com livros alusivos ao dia dos namorados destinado a crianças poderia ser apenas mais uma estratégia de marketing. No entanto, após verificar com atenção os títulos e espreitar o conteúdo, percebemos que abordam temas extremamente importantes, como o amor, o comprometimento, o namoro, a paixão, o afecto, a reprodução, entre outros.
    Esta ocasião pode ser aproveitada para explorar todos este temas, partindo da comemoração do dia dos namorados, no caso dos educadores; ou oferecendo um livro e discutindo a temática aí aborada, no caso dos pais.

    Notas:
    1) O livro da troika está a mais...até no dia dos namorados eles metem o nariz!
    2) Nada ganho em publicitar a fnac.

  4. Divulgação da Ação de Formação, Loulé

    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

    A Ação de Formação "Modelos e Práticas em Educação para a Saúde em Meio Escolar: Educação Sexual" vai decorrer na Escola Secundária de Loulé, com início a 10 de Abril de 2013.
    A formadora é Maria Esteves e tem a duração de 25 horas.

    Incrições até 25 de Março de 2013 no seguinte link: http://docs.google.com/a/es-loule.edu.pt/spreadsheet/viewform?formkey=dEhUZVVkZ0Joc0txeFY3eWh3MUR4QWc6MQ

  5. Entrevista na revista 'Mais Educativa'

    sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

    A entrevista, dada em finais de 2012, via e-mail, à revista Mais Educativa para ser publicada numa futura edição da revista, acabou por 'apenas' ser publicada no site da revista (aqui).


    Dei pela existência de algumas lacunas e erros no copy-paste, pelo que deixo aqui o original.

    A Educação Sexual é um tema inerente ao crescimento de cada ser humano. Qual o papel da escola (professores e restante comunidade escolar) neste processo?
    A escola desempenha um papel fulcral na formação integral dos jovens. Desta forma não se pode arredar da temática da educação sexual - uma necessidade e um direito dos jovens.
    A escola é um dos cenários mais importantes para a implementação da educação sexual enquanto espaço relacional e emocional criador de uma pedagogia do conhecimento do outro, pelo tempo que os adolescentes passam na escola, esta apresenta-se como um dos locais privilegiados da relação dos adolescentes com os seus pares; pelo seu papel educativo e formador, que como tal deve possibilitar aos estudantes um incremento dos seus conhecimentos nas áreas da sexualidade e a promoção de atitudes e comportamentos sem risco.
    A escola integra-se no percurso vivencial do aluno, não como mero recetor de aprendizagens, mas na sua dimensão de ser pessoa: pessoa que faz parte de uma vasta teia relacional, pessoa que se emociona e carece de afetividade, pessoa que estando ainda a subir os degraus da vida, necessita de ser orientado, informado, aconselhado, necessita de alguém que o saiba escutar, aconselhar, apoiar…e esse alguém é muitas vezes o professor.
    Importa salientar que a facilitação no acesso à informação, por si só, não faz a educação sexual. Neste sentido, ganha especial relevo a ação educativa da escola, e dos seus atores, a ajudar os jovens a processar, selecionar e contextualizar todas as informações que recebem no seu quotidiano.



    Há cada vez mais livros sobre esta temática a surgir. É este tema cada vez menos tabu na sociedade?
    O fato de haver mais livros, por si só, não faz com que o tabu desapareça, mas dá um sinal de que a sociedade está predisposta a ver a sexualidade de outra maneira – natural, saudável e feliz, ao invés de oculta, ordinária e negativa.
    São evidentes os progressos e por certo que a educação sexual nas escolas tem contribuído, contudo ainda é muito frequente muitos setores da sociedade olharem de lado para tudo o que envolva a palavra ‘sexo’. Importa referir que quando falámos de educação sexual não estamos reportar à educação genital, mas a uma educação que contempla a dimensão biológica, psicológica, emocional, afetiva, social, espiritual que permitam aos jovens escolhas construtivas na relação com o outro.



    Em que difere o vosso livro dos demais existentes no mercado e de que forma procura ele ajudar a que este tema seja mais falado (por professores e pais) junto dos mais jovens?
    O nosso livro está construído segundo o modelo que atualmente norteia a educação sexual. Este modelo perspetiva a sexualidade como fonte de vida e de prazer, reconhecendo as pluralidades de posições a ela relativos. Valoriza essencialmente o espírito crítico, a escolha livre, informada e esclarecida de forma a promover uma vivência saudável, responsável e feliz da sexualidade.
    Relativamente a outras publicações existentes no mercado, o nosso manual tem algumas mais-valias: é elaborado por duas pessoas que trabalham o mesmo assunto, mas de dois prismas diferentes - a educação e a saúde; está construído tendo em conta o que de melhor e mais eficaz se tem feito em termos de projetos de educação sexual; tem como autores duas pessoas que têm conhecimentos teóricos, mas também experiência de trabalho no terreno; está adaptado à realidade portuguesa; e reúne na mesma publicação a teoria sobre a educação sexual, a informação científica sobre sexualidade humana e um conjunto de sugestões de atividades para que educadores e professores possam implementar a educação sexual e uma proposta avaliativa que poderá funcionar como diagnóstico de necessidades e/ou como avaliação final do projeto desenvolvido com os alunos.



    Podem deixar algumas dicas tanto para leitores (onde se podem dirigir para saber mais sobre estes temas) como para pais (o que podem fazer para abordar este assunto e como responder a algumas perguntas que não estavam à espera…)? E também de que forma pode ser vir este livro para ajudar a todo este processo de dúvidas?
    Os jovens podem obter ajuda sobre este assunto, consultando livros como o nosso, alguns sites de referência e, sobretudo, podem (e devem) consultar os pais, os professores e os técnicos de saúde. O ditado ‘o saber não ocupa lugar’, também se aplica à sexualidade.
    Os pais podem usar este livro que reúne a teoria com a prática e desta forma, não só podem ficar informados sobre a teoria, como também podem tirar algumas sugestões sobre a melhor forma de tratar o assunto com os filhos. Por último, ficam a conhecer como é implementada a educação sexual na escola. A família é a principal educadora, quer pelo direito quer pelo dever que lhe assiste. Tem a responsabilidade de cuidar, amar incondicionalmente e educar os seus filhos para que estes se tornem adultos responsáveis, autónomos com intervenções positivas na sociedade. Costumamos dizer que quer os pais falem, ou não, de questões ligadas à sexualidade com os seus filhos estarão a fazer educação sexual, pelos valores, pelas regras, afetos e atenção que lhes transmitem… Não há receitas para abordar esta temática, cada família tem a sua especificidade, características próprias e únicas. Devem estar atentos aos pequenos sinais que os filhos vão deixando transparecer. Por vezes fico com a sensação que pais e alunos estão a remar em sentidos opostos, que há uma certa alienação parental face às dúvidas e curiosidades dos próprios filhos… Há o medo de alguma pergunta mais virada para o “sexo”, mas como vou responder? Dicas como sermos sempre verdadeiros, dizer que não sei, quando realmente não se sabe sobre o assunto (não sabemos tudo), devolver uma pergunta para sabermos exatamente o que ele quer saber, ou se já ouviu falar sobre esse assunto e o que ouviu, são pequenos truques que podemos utilizar. Estar disponível para ouvir os filhos, o que nem sempre acontece nas famílias alvo de grande tensão e stress nos dias de hoje, é a base para melhorar a comunicação, devendo ser evitadas as críticas e juízos de valor. Tentar sempre apurar a capacidade reflexiva e sentido crítico dos jovens para que estes façam as escolhas saudáveis relativas à sexualidade.
    A veracidade nas relações pais e filhos ajuda na construção de uma relação de confiança e por isso se esta for efetiva os filhos passarão ver os seus pais como uma importante fonte de informação e suporte nesta temática da sexualidade. 
    Um conselho que deixo a pais e professores é que não deixem nenhuma pergunta por responder. Quando os adolescentes perguntam é porque têm dúvidas. Se as perguntas não forem respondidas eles vão procurar a informação noutro local: em colegas, que geralmente têm as mesmas dúvidas, ou na internet, em sites com informação duvidosa. 
    O livro também pode ser um empurrão para os professores e educadores mais impreparados e inseguros na medida em que serve de rede de segurança para o educador começar a trabalhar em educação sexual. No entanto, é importante referir que a experiência é importante, na medida em que transmite segurança e à-vontade que aos poucos farão o educador/professor libertar-se da “receita” dada por outros e traçar o próprio caminho, produzindo os próprios recursos e gizando as melhores estratégias para ter sucesso no seu trabalho.

  6. Gravidez na adolescência

    terça-feira, 8 de janeiro de 2013

    Não sei se é um sinal dos tempos, se é um fenónemo localizado, se é o resultado dum determinado enquadramento sócio-económico, se é demissão da escola e das famílias... O que sei é que nas últimas escolas onde trabalhei tenho-me deparado com vários casos de gravidez na adolescência. Alguns de mães bem jovens (14 anos).

    De forma não estruturada, leia-se não científica (por agora), tenho tentado perceber as razões por detrás desta triste realidade, como possíveis soluções. O que tenho vindo a percepcionar é que não há grandes soluções. Professores(as) e enfermeiros(as) alertam e fazem, muito bem, na maioria dos casos, o seu trabalho. Contudo, a realidade não se altera, tendo até nalguns casos vindo a piorar. Restam as famílias. Quiçá parte do problema esteja aqui, onde, infelizmente, a escola e até os profissionais de saúde não conseguem entrar.

    É importante realçar que, ao contrário do que se diz e pensa em alguns locais, este não é problema restrito às raparigas, pois por trás de cada mãe adolescente há um pai, normalmente, também adolescente.

    Também se deve referir que só a prevenção, por via da informação, poderá surtir efeito.

    Tanto quanto mostram os estudos, os números a nível nacional não são animadores, pelo que é útil perguntar onde está(eve) a educação sexual destes jovens? Será que tiveram?!

    Gostava de saber o que pensam os opositores da educação sexual sobre esta realidade.

    Voltarei a este tema em breve.

    A propósito desta temática sugiro a reportagem "Mães Prematuras", que passou na Sic em Julho de 2009 - aqui.

    Ela poderá ser útil para ver e analisar com os jovens numa sessão de educação sexual.

  7. Balanço de 2012

    domingo, 30 de dezembro de 2012

    Em Janeiro de 2012 saiu o livro "Educação Sexual na Escola: guia para professores e educadores - 2º ciclo". Este livro foi o culminar de 2 anos de trabalho em redor da Educação Sexual na Escola. Muito trabalho de investigação, reflexão e escrita. Muitas horas de trabalho. Este blogue é apenas mais uma das faces do trabalho (sempre) em desenvolvimento.
    Felizmente, o trabalho foi reconhecido. Partilho onde e como.

    # Homenagem da Junta de Freguesia de Queirã (aqui) em Junho de 2012:
    "O Rui Miguel Barbosa Macário, é natural de Vasconha, onde ainda tem residência fixa, embora a de trabalho, de momento, ser em Almancil, Loulé. Na escola primária local, seu professor da 4ª classe, Joaquim Mendes, logo notou nele, uma calma natural, nunca exibicionista, mas com aptidão para a escrita e largas à sua imaginação. Prosseguiu sua carreira universitária e agora como professor, Mestre em Dinamização das Ciências em Contexto Escolar e dissertação em “Educação Sexual em Contexto Escolar”. O jovem Mestre Rui Macário, tem-se distinguido nas diversas Comunicações em Congressos, Colóquios e Seminários, mas também em Publicações várias, das quais a que mais ênfase teve a nível nacional, foi o manual de Educação na Escola, 2012, Editora Educação Nacional. Por tudo isso e muito mais, merece o nosso Reconhecimento."
     
    # Notícia no Jornal Notícias de Vouzela, edição de 12 de Abril de 2012.
     


  8. Livro sobre Igualdade de Género na Escola

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



     É publicado no início de 2013 o livro "Fazendo Género no Recreio: a Negociação do Género e Sexualidade entre Jovens na Escola" da autoria da socióloga e investigadora Maria do Mar Pereira, professora auxiliar na Universidade de Leeds, na Inglaterra.
    O livro resulta de um trabalho de investigação/acção desenvolvido pela autora em que confrontou os jovens de uma turma do 8º ano com os seus próprios conceitos de masculinidade e feminilidades.
     
    A autora diz, em entrevista ao jornal Ciência Hoje, que os jovens, com que trabalhou, quando confrontados com as ideias pré-concebidas sobre género “mudaram os seus comportamentos porque chegaram à conclusão de que não era necessário gozarem uns com os outros e fazerem todas estas coisas que faziam. As pessoas muitas vezes sentem que as ideias sobre géneros são uma coisa fortíssima, milenar e não há nada a fazer. É assim e pronto. E o interessante é que quando se cria espaço para conversar sobre estas questões, as pessoas percebem que estas normas, estereótipos, são arbitrárias".

  9. Igualdade de Género

    terça-feira, 18 de dezembro de 2012

    Um relatório recente da OCDE - Closing de Gender Gap: Act Now -, apresenta-nos duas conclusões a ter conta:
    1) As mulheres portuguesas são das que mais trabalham sem ser remuneradas.
    É sobretudo trabalho doméstico, o que demonstra o quanto ainda temos de melhorar. Em Portugal são quase 250 minutos por dia de trabalho não pago. Pior do que nós só Índia, México e Turquia.
    Parece que a igualdade fica à porta de casa!

    2) As portuguesas são prejudicadas pela maternidade.
    Infelizmente esta é uma realidade já conhecida há bastante tempo. É preciso lutar e sobretudo denunciar os abusos.
    Por certo que os tempos conturbados que vivemos irão conduzir a piores resultados. Oxalá que me engane!
     Fonte: Público

    Centremo-nos apenas num exemplo. [E este relatório tem tantos e interessantes.]
    No gráfico abaixo sobre a a possibilidade das mulheres abdicarem do trabalho, ou parte dele, em nome da família, compara-se a variação da opinião dos portugueses entre 2004 e 2010.
    Se por um lado somos dos mais conservadores em relação ao destino feminino, a milhas da Dinamarca e na Suécia. Por outro somos um dos países onde esta crença perdeu mais força.

  10. Novos materiais APF

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

    A APF disponibilizou novos materiais de apoio à educação sexual para todos os ciclos do ensino.
    Mais informações no folheto.

  11. Guiões de Educação de Género e Cidadania

    quinta-feira, 29 de novembro de 2012

    A Comissão de Igualdade de Género disponibilizou, recentemente, guiões de educação de género e cidadania para os diferentes ciclos do ensino básico e também para o pré-escolar.
    Os guiões estão bem estruturados, são ricos, pelo que se constituem como um excelente material para os professores e educadores consultarem e usarem na sua prática lectiva.
    Disponibilizo abaixo os link's para fazerem download dos guiões.
              > Pré-Escolar <      > 1º Ciclo <       > 2º Ciclo <      > 3º Ciclo <

    Numa altura em que a violência doméstica e a igualdade de género são assuntos que, pelas piores razões, nos são trazidos diariamente ao conhecimento pelos media, esta temática é de vital importância, sobretudo junto de crianças e jovens - o futuro - para que as mentalidades mudem.
    Termino com uma pequena amostra do que se pode ler na introdução do guião do 1º ciclo:
    "A diversidade de características dos homens e das mulheres constitui um manancial de recursos de tal maneira valioso que a trajetória de cada pessoa ao longo do seu ciclo de vida está continuamente em aberto, construindo-se em função de uma multiplicidade de fatores históricos e contextuais. Estas possibilidades de desenvolvimento e de aprendizagem têm sido, no entanto, historicamente restringidas, sempre com base na defesa de estereotipias arcaicas, conducentes a desigualdades e discriminações, penalizadoras em maior escala para o sexo feminino."

  12. Stop à Violência Doméstica!

    segunda-feira, 26 de novembro de 2012

    Partilho um excelente vídeo que faz parte da campanha lançada pela Comissão para a Igualdade de Género (CIG) contra a violência doméstica.
    Entitulado "em vossa defesa, dê um murro na mesa" o vídeo foi lançado como forma de assinalar o Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres, a 25 de Novembro.



  13. Direitos Sexuais são Direitos Humanos

    sexta-feira, 16 de novembro de 2012


    Partilho um pequeno e provocador vídeo -  'Dead End Kids' - da International Planned Parenthood Federation (IPPF), que aborda uma série de temáticas dentro dos direitos sexuais que, como se intitula, são direitos humanos.
     
    Para alunos de 3ª ciclo e secundário poderá ser um bom ponto de partida para uma reflexão ou discussão sobre a temática.
     

  14. A Linguagem do Amor

    quinta-feira, 8 de novembro de 2012

    Partilho um vídeo que pode ser usado para uma excelente sessão de Educação Sexual.
    Temas como o amor, as relações humanas, a igualdade, o respeito, entre outros, certamente virão à baila proporcionando um construtivo debate e até poderão servir de inspiração para a realização de vídeos semelhantes.
    Bom trabalho.
     

  15. Contradições

    domingo, 4 de novembro de 2012

    Vivemos tempos conturbados. Estas realidade reflete-se nas relações familiares, nas relações profissionais, nas relações afetivo-sexuais, genericamente, nas relações sociais. De tal forma assim é, que já poucos estranham os inúmeros atropelos à liberdade de expressão, à igualdade de género, ao respeito, ao tratamento cordial, que todos os dias nos entram pela casa à dentro, via reality shows, via telenovelas, via redes sociais,...
    Vivemos tempos de excessos. Se, por um lado, se junta um grupo de jovens numa casa, 24 horas em direto, com o simples intuito de criar relações artificiais e forçadas, e vender um produto baseado no sexo, na asneira e na futilidade; por outro, chegam-nos notícias do outro lado do mundo onde uma rapariga é chacinada pelos próprios pais, simplesmente porque falou com um rapaz!

    "Casal paquistanês atira ácido sobre filha que falou com um rapaz.
    Uma paquistanesa de 16 anos morreu depois de os pais lhe terem lançado ácido sobre o corpo numa cidade na província de Caxemira. A jovem foi atacada por ter estado a conversar com um rapaz, momentos antes."
    (+ aqui)


    No meio de toda esta realidade contraditória, resta enquadrar as crianças e jovens para que não se deixem tomar pelo exemplos que lhes são impingidos diariamente.
    Pais, professores e educadores devem, obrigatoriamente, incrementar o sentido crítico, a capacidade de análise, a assertividade, a informação isenta junto das crianças e jovens, para que estes desenvolvam a capacidade de avaliar atitudes e comportamentos de forma positiva e saudável.
    Em termos escolares, atividades como debates, fóruns, roleplays e jogos de clarificação de valores são muito aconselhadas para apoiar os jovens a posicionarem-se face ao atrás exposto. 

  16. Apresentação do Manual

    domingo, 21 de outubro de 2012

    As apresentações do manual, anunciadas aqui no blogue, já tiveram lugar. Correram muito bem. Retivemos o óptimo feedback de amigos, conhecidos e também de outros semidesconhecidos que muito nos honraram com a sua presença e, claro, com a aquisição do manual.

    Um palavra de agradecimento às Bibliotecas Municipais de Vila Nova de Gaia e de Faro que tão bem nos receberam.

    Agradeço também ao Dr. António Filhó pela óptima apresentação em Faro. É sempre um prazer ouvir as suas eloquentes considerações a propósito da Educação Sexual.

    Para finalizar partilho um vídeo - "Educação Sexual nas Escolas.Porquê?", que partilhei com todos os que passaram pelas Bibliotecas de Vila Nova de Gaia e Faro nos dias 4 e 19 de Outubro, respectivamente.



  17. Apresentação do Manual

    sábado, 15 de setembro de 2012

    No próximo mês de Outubro iremos apresentar o manual no norte do país (Vila Nova de Gaia) e também no sul (Faro). Fica a faltar uma apresentação para o centro, talvez em 2013.
    Os pormenores são os seguintes:


    ______________________________________________________   
     

  18. Pós-graduação

    terça-feira, 28 de agosto de 2012

    Para aqueles que possam estar interessados em formação na área da sexualidade/educação sexual.
    Conta com um excelente elenco formativo e é bastante completa em termos de conteúdo.
    Se não se extendesse até ao próximo ano lectivo estaria interessado, assim...está em análise!

    Pós-Graduação em Sexualidade e Desenvolvimento Humano: Educação e Intervenção
    Faro > 19 de Janeiro de 2013                          + informações aqui

  19. Homofobia Russa

    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    "Orgulho gay proibido em Moscovo nos próximos 100 anos

    Até 2112, estão proibidas quaisquer manifestações de orgulho gay na capital da Rússia. O activista Nikolai Alexeyev vai recorrer" aqui

    Excelente exemplo de educação sexual que nos chega da Rússia.
    O tribunal que decidiu e, em última instância, Putin deviam ler umas coisas, por exemplo a convenção dos Direitos do Homem. Não tarda, voltam a enviá-los(as) para a Sibéria.
    Outra ideia a retirar desta notícia: pensemos em todas as crianças e jovens de Leste que frequentam as escolas nacionais e no exemplo que lhes chega do país de seus pais. Já não bastava o elevado indíce de homofobia que reina aqui pelo nosso Portugal!

  20. O que é a Educação Sexual?!

    sábado, 18 de agosto de 2012

    A pergunta que serve de título deveria ter sido respondida logo no início do blogue, no entanto, creio que ainda vamos a tempo.
    Transcrevo a resposta que dei na minha dissertação de mestrado (Macário, 2010).

    "Para o GTES (2005) Educação Sexual é o processo através do qual se obtém informação e se formam atitudes e crenças acerca da sexualidade e do comportamento sexual.

     Frade e colaboradores (2003) referem-na como sendo um "conceito global abrangente de sexualidade que inclui a identidade sexual (masculino/feminino), o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva".

     Duarte Vilar (2003) define o conceito de Educação Sexual como sendo "uma intervenção do tipo profissional, portanto intencional, dirigida a diferentes grupos-alvo, e que aborda um conjunto de temáticas ligadas às atitudes, práticas e conhecimentos na esfera da sexualidade humana".

     As orientações ministeriais em vigor (Portaria n.º 196-A/2010 e Lei n.º60/2009) integram a Educação Sexual na Educação para a Saúde uma vez que esta assenta num conceito de abordagem semelhante, que tem por fim a promoção da saúde física, psicológica e social. Este conceito tem subjacente a ideia de que a informação permite identificar comportamentos de risco, reconhecer os benefícios dos comportamentos adequados e suscitar comportamentos de prevenção. Assim, segundo o preceituado na Portaria atrás referida, a Educação para a Saúde, e por inerência a Educação Sexual, têm como principais propósitos informar e consciencializar cada jovem acerca da sua própria saúde e que estes adquiram de competências no sentido de uma progressiva auto-responsabilização.

     Segundo o documento International Guidelines on Sexuality Education (2009), da Unesco, a Educação Sexual deve ser apropriada à idade, culturalmente sensível, abrangente, tem de incluir programas que prestem informações cientificamente precisas, realistas e sem pré-julgamentos. Deve dar oportunidade para que os jovens explorem as suas atitudes e valores, e para a prática de tomada de decisões que permitam fazer escolhas informadas sobre a sua vida sexual. Estes programas têm de respeitar a diversidade de crenças e valores das comunidades, complementar e ampliar a Educação Sexual que as crianças recebem das famílias, grupos religiosos e comunitários e profissionais de saúde.

    Sintetizando, está presente nas várias definições de Educação Sexual, que esta deve ser intencional, continuada, organizada e abrangente de forma a integrar as várias dimensões da sexualidade."