Rss Feed
  1. Agora que o pasquim trouxe o tema para a capa talvez se volte a colocara a Educação para a Sexualidade na agenda mediática/política. Também seria bom que ela fizesse parte da agenda de TODAS as escolas/agrupamentos!



  2. Faça-se cumprir a lei!

    terça-feira, 27 de setembro de 2016

    PS quer que preservativos sejam distribuídos de graça nas escolas

    Lei de 2009 para secundário nunca foi aplicada. Projecto dos deputados socialistas recomenda também a extensão da educação sexual às faculdades e politécnicos, com a criação para o efeito de gabinetes de informação ao aluno.
    (...)
    Por outro lado, frisa-se no projecto de resolução, Portugal continua entre os países da Europa com mais novos casos de infecção de VIH/sida, sendo esta situação atribuída, entre outros factores, à “baixa distribuição de contraceptivos, com destaque extremo no género feminino”. Em suma, apontam, “o número de novos casos de VIH/sida, a elevada taxa de gravidez na adolescência e os comportamentos discriminatórios em relação ao género e à orientação sexual em Portugal são ainda suficientemente preocupantes para justificar novas medidas que assegurem uma efectiva aplicação e incentivo da educação sexual em meio escolar”, que até agora continua a ser “claramente insatisfatória”.
    (...)
    Quanto aos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno, Inês Lamego refere que da audição feita a muitos jovens e pais resulta a ideia de que a sua actividade não tem sido marcante. Isso mesmo é também reportado num estudo de 2015 que avalia a implementação da educação sexual na região do Algarve. “A generalidade dos Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno analisados eram espaços impessoais e, segundo as percepções da maioria dos coordenadores da educação para a saúde/educação sexual, pouco procurados pelos alunos”, refere-se, para se acrescentar que “esta reduzida procura é explicada, por um lado, pelo facto de os alunos não terem disponibilidade para visitar os gabinetes devido aos horários muito preenchidos e, por outro lado, por estes terem receio de serem ‘rotulados’ por frequentarem o espaço, visto que existe alguma dificuldade em garantir o anonimato de quem os frequenta”.

    No diploma de 2009 estabelece-se que as escolas devem disponibilizar “um espaço condigno para o funcionamento” daqueles gabinetes, “organizado com a participação dos alunos, que garanta a confidencialidade aos seus utilizadores”. Outro problema identificado é o da falta de preparação dos professores para assegurarem a educação sexual. No relatório sobre a situação no Algarve, que é extensível ao resto do país, menciona-se a este respeito que a educação sexual continua a ser atribuída aos professores de Ciências Naturais por se considerar que “são os mais capazes de abordar estes temas, ignorando-se o facto de que a educação sexual não contempla apenas a dimensão biológica e científica, mas também a dimensão dos afectos, sentimentos, competências pessoais e sociais, que qualquer professor deveria estar habilitado a abordar”.

    Fonte: Público online

  3. Urgentíssimo...

    segunda-feira, 26 de setembro de 2016

    Sociedade Portuguesa de Contracepção e Associação para o Planeamento Familiar apelam uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal
    A propósito do Dia Mundial da Contracepção, que se assinala esta segunda-feira, a Sociedade Portuguesa de Contracepção e a Associação para o Planeamento Familiar, defendem que as mulheres imigrantes em Portugal devem ter acesso às consultas de saúde sexual e reprodutiva, “independentemente do seu estatuto legal.”(...)
    As duas entidades recordam ainda que em 2009 a educação sexual “foi considerada obrigatória no plano curricular dos jovens”, mas em 2015 apenas 67,4 % disse ter acesso a informação sobre contracepção e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso apelam ainda para uma revisão “urgente” das condições da educação sexual em Portugal.

  4. No Dia Mundial da Contraceção, assinalado no calendário a 26 de setembro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recorda o estudo divulgado no ano passado, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Sociedade Portuguesa de Contraceção, que analisou os hábitos contracetivos de quatro mil mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.

    Em Portugal, 94% das mulheres usam algum método contracetivo. Apesar de a pílula ser o método mais utilizado, o seu uso tinha caído de 62%, em 2005, para 58%, em 2015. Notava-se um aumento do uso do dispositivo intrauterino, do implante subcutâneo, do adesivo e do anel vaginal.

    Para saber mais, consulte: Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

  5. Naturalmente...

    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Acabou a proibição total. Homossexuais já podem dar sangue.

    A dádiva de sangue por parte de homossexuais e bissexuais vai passar a ser permitida, embora condicionada a um período de suspensão de um ano, segundo uma norma de orientação clínica da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje publicada.
    Estas novas regras vêm pôr fim à proibição total de homens que têm sexo com homens - homossexuais e bissexuais - poderem dar sangue, passando aquilo que é hoje considerado como "critério de suspensão definitiva" para "critério de suspensão temporária".
    Na prática, estes passam a poder ser dadores de sangue, estando sujeitos à aplicação de um período de suspensão temporária de 12 meses após o último contacto sexual, com avaliação analítica posterior.
    O mesmo período de suspensão (um ano) é aplicado a todos os dadores que tenham tido relações sexuais com trabalhadores do sexo e utilizadores de droga.  
    Ler o resto aqui

    Fonte: DN

  6. Partilho um documento fundamental para todos aqueles que de alguma forma estão envolvidos na implementação da educação sexual nas escolas.
    Pode ler-se logo no preâmbulo: 
    "A rights-based approach combines human rights, development and social activism to promote justice, equality and freedom. Implementing young people’s sexual rights in policies and programmes empowers young people to take action and to claim what is their due, rather than passively accepting what adults (government, health providers, teachers and other stakeholders) decide for them. In turn adults need to support these rights. Implementing sexual rights is about promoting and preserving human dignity."

    O documento completo está aqui.

  7. Hoje, 4 de setembro, assinala-se o dia Mundial da Saúde Sexual. 
    Este ano, para assinalar a data, a Associação Mundial para a Saúde Sexual(WAS)  pede para todos os que de alguma forma se interessam pelo tema reflitam sobre o tema “Saúde sexual: eliminemos os mitos!”


    Acedendo ao pedido da WAS, Sandra Vilarinho, terapeuta Sexual e presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, partilhou a sua opinião, que seguidamente transcrevemos:
    (...) Como parceira da WAS, a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica abraça este desafio, iniciando hoje – um dia especial para a sexualidade aqui e no mundo – uma longa caminhada de reflexão sobre alguns dos mitos que ameaçam a nossa saúde sexual, como sejam mitos sexuais em torno da idade, género, deficiência, doença, desempenho sexual, fisiologia, resposta sexual ou direitos sexuais.

    É comum julgar-se que estamos hoje em condições de viver plenamente a sexualidade, que a nossa liberdade individual é incomparavelmente superior ao passado. No contexto português, foi-se rompendo progressivamente – nas últimas décadas – com tabus e silêncios ancestrais, repressivos e castradores de uma vivência da sexualidade livre e plural. Sobretudo a partir da Revolução dos Cravos, têm vindo a ser reclamados, com maior ou menor nível de sucesso, muitos direitos sexuais, transversais em idade, género, orientação sexual, etnias. A lei portuguesa acompanhou muitas das reivindicações e evoluções de mentalidades. As nossas ciências médicas estão mais atentas e responsivas. Considera-se hoje a sexualidade das pessoas com deficiência ou com condições de doença física e mental. As ciências sociais entendem a vida íntima e privada como um objeto de estudo legítimo. São muitas e muito positivas as mudanças operadas em matéria de sexualidades no nosso país, mesmo que a transformação tenha sido lenta.

    Hoje, falamos cada vez mais, com menos eufemismos, sobre sexo e sexualidade. Mas será que falamos e pensamos sem ideias equívocas, preconceituosas e mitómanas acerca das mais diversas sexualidades, mesmo as mais convencionais e maioritárias? Ou será que aquilo que pensamos e falamos sobre a sexualidade – nas nossas esferas privadas, nas nossas redes sociais, e até nos media de grande alcance – está ainda eivado de muitas idealizações e efabulações, sem fundamento científico e radicalmente distanciadas da realidade?

    Que mitos são estes que persistem ainda,sem qualquer fundamento científico, de forma mais ou menos camuflada, na nossa sociedade? Que presença e força têm no nosso imaginário pessoal e social?

    É sobre estas crenças que assentam em padrões condicionados, seja ele o do desempenho, da beleza, da idade, do género e tantos outros, que queremos pensar. Mitos alimentados por mensagens “fast pleasure”, que ditam receitas para o melhor orgasmo, a genitália perfeita, a frequência ideal do prazer, a duração e a dose certa de prazer, tornando a nossa liberdade de ser, sentir e agir, num simples padrão-obrigação. Estas crenças são sugeridas e reforçadas na cultura popular, em filmes, séries televisivas, livros, jornais, revistas e anúncios publicitários, que normatizam, e portanto ‚deseducam’, afastando os corpos e as práticas da sua liberdade subjetiva. Existem cada vez menos tabus, mas persistem ainda muitos mitos no que respeita ao sexo e à sexualidade em geral.

    A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica vai seguir este trilho de desmistificação. Ao longo do próximo ano, até ao dia 4 de Setembro de 2017, o dia 4 de cada mês assinalará um tema em torno dos mitos. No site da SPSC será lançado mensalmente um desafio com um breve questionário de participação anónima e voluntária, acompanhado de informação que visa contribuir para desconstruir crenças erróneas e infundadas.
 Participe, divulgue e faça parte deste desafio para uma sexualidade mais livre, saudável e plural. Pense a sua sexualidade connosco! Sem mitos…

  8. Escolas francesas recebem clitóris em 3D

    sábado, 27 de agosto de 2016

    Os alunos franceses vão ter uma surpresa no próximo ano lectivo, que começa em Setembro. É que este ano, vão aprender com mais detalhe tudo o que há para saber sobre o clitóris, com uma escultura em 3D, anatomicamente correcta.
    A escultura, feita através de impressora 3D, foi ideia da investigadora Odile Fillod que reparou que o órgão sexual não era apresentado correctamente nos manuais escolares.
    A investigadora criou o modelo no centro científico, Cités des Sciences et de L’Industrie, em Paris e conta que a escultura chegue às escolas em Setembro. "É importante que as mulheres tenham uma imagem mental do que se passa nos seus corpos quando são estimuladas", disse Odile Fillod ao The Guardian.

    "Também é vital saber que o equivalente do pénis na mulher não é a vagina, é o clitóris", explicou a investigadora, que colabora com uma série de canal de televisão online sobre educação sexual. "As mulheres têm erecções quando estão excitadas, mas não são visíveis porque a maior parte do clitóris é interno. Quis mostrar que homens e mulheres não são fundamentalmente diferentes."
    A escultura surge numa altura em que, o Alto Conselho para a Igualdade, uma agência governamental francesa, publicou um relatório sobre a educação sexual no país e concluiu que as aulas são sexistas. As directrizes indicam que os rapazes focam-se na "sexualidade genital", enquanto as raparigas "preocupam-se mais com o amor."


    FONTE: Sábado

  9. Música de apoio às vítimas de violência doméstica

    quarta-feira, 13 de julho de 2016



  10. Love is Respect

    quinta-feira, 30 de junho de 2016

    A missão de Love is respect é educar e capacitar os jovens para prevenir e (idealmente) acabar com relacionamentos abusivos.


    O site está recheado de informação e materiais para ajudar jovens (e menos jovens), pais e educadores(as) a denunciarem, evitarem e prevenirem relacionamentos abusivos. 

    Destaco os questionários que poderão ser extremamente úteis e interessantes para trabalhar esta temática com as(os) jovens.

    Todo o material está disponível em inglês e em espanhol. 

  11. Os Usos do Tempo de Homens e de Mulheres em Portugal

    terça-feira, 28 de junho de 2016

    Os jornais e sites noticiosos fizeram várias manchetes com os resultados do estudo que titula este artigo. Há títulos para todos os gostos, mas quase todos refletem uma realidade - a igualdade de género continua a ser uma meta distante!

    O dado que mais me entristece é o facto de 70% das mulheres achar que é justo o desequilíbrio nas tarefas domésticas, em seu prejuízo. Como disse a coordenadora do estudo ao Público “há uma naturalização, tanto de homens como de mulheres, relativamente ao que continua a ser socialmente esperado de si, no contexto das famílias. E daí este grau menos apurado de percepção das injustiças que rodeiam esta realidade”. Eu acrescentaria que são muitos séculos de uma sociedade machista e patriarcal.


    Ainda não consegui aceder ao estudo, quando o fizer partilharei por aqui.


  12. Esterilização de deficientes: Governo averigua denúncias sobre um tema “tabu”

    Há muito que sabia desta realidade, mas pensei que já não existisse. Pelo menos com participação e conivência do SNS, da ordem dos médicos e, em última instância, do estado português. Enganei-me!
    Mais a mais, numa altura em que passam 6 anos da ratificação portuguesa da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, onde se prevê, entre outros aspetos, que estas têm direito a uma vivência plena da sua sexualidade. Também o Código Deontológico da Ordem dos Médicos refere que “em casos de menores ou incapazes, os métodos de esterilização irreversíveis” implicam “sempre” o “prévio consentimento judicial”, o que, claramente, não tem acontecido.
    Contudo, já em abril as Nações Unidas tinham denunciado que, em Portugal, pessoas com deficiência, “especialmente aquelas que foram declaradas legalmente incapacitadas, continuam a ser, contra sua vontade, objecto de interrupção da gravidez, esterilização” e outras intervenções.

    Sei que, eticamente, o assunto é complicado, mas a esterilização forçada e sem consentimento remete-nos para um quadro onde negro onde sobressaem os EUA do início do século passado ou para a Alemanha nazi.

    Aconselho também a leitura do seguinte testemunho de uma mãe:
    “A laqueação das trompas da minha filha foi das decisões mais difíceis que tive que tomar”

  13. "Espelho Eu"

    quarta-feira, 22 de junho de 2016

    O projeto Espelho Eu é resultado de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança (IAC), a Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género (AMPLOS) e a empresa BENEXT.

    Para já é uma página de facebook - “Espelho Eu”, mas pretende ser uma plataforma de informação e partilha sobre diversidade de expressões e de identidade de género na infância. Está na calha um site e há conferências, workshops e ações de formação pensadas sobre o tema.
    Transcrevo alguns excertos de noticia do Observador sobre este projeto:

    “Há uns anos fui professora de uma turma fantástica de 1º ano. Alunos com 5 e 6 anos. Havia um menino que não gostava de ir jogar à bola com os colegas. O que ele gostava mesmo era de ficar com as raparigas a fazer desfiles de moda. Quando fazíamos teatrinhos, perguntava-me sempre: ‘Professora, posso escolher a minha personagem? Quero fazer qualquer uma desde que seja uma menina!'”
    A vontade de Vasco (nome fictício) ilustra uma expressão de género diferente da esperada, com base no género atribuído à nascença. Neste caso, Vasco nasceu rapaz porque assim indicou o seu órgão genital. Mas, aos 6 anos, Vasco baralhou o que era expectável e gosta mesmo é de coisas ditas femininas.
    (...)
    Conheci um pai que proibiu o filho de brincar com bonecas, então o menino andava sempre com desenhos de bonecas com ele. Outros só deixam os filhos estar 10 minutos a brincar com as bonecas, negoceiam o tempo, como se fosse algo nocivo. Tipo quando os pais só deixam os filhos estar 10 minutos no iPad”, aponta Margarida.
    O menino mais novo que apareceu na AMPLOS tinha 4 anos. O mais velho tinha 10 anos. Aqui há (mesmo) diferenças entre eles e elas. Elas “são mais livres de brincar como querem”, nota Margarida, e não alarmam tanto as famílias. Já quando eles fogem dos estereótipos masculinos, o despertador soa mais alto. “A família não acha muita piada a um menino que goste de usar brilhantes, ou rosa choque, ou que adore a Chica Vampiro. Há quem evite alguns almoços e jantares para não expor os filhos, porque os amigos da família fazem comentários. Ou então ralham com os filhos e ordenam: ‘Não vais sair de casa assim’. O estigma é muito grande”, sublinha a professora Marta, uma das responsáveis do IAC por este projeto.
    Há muitos estereótipos nas salas de infantário. Há o cantinho das bonecas, o canto dos carrinhos, o canto da cozinha e do ferro de engomar. Sem querer, estes espaços condicionam a expressão de género”, diz Margarida Faria.
    O conflito interior da criança pode desencadear um conflito nas famílias. “Temos pais que se estão a separar e que têm posições diferentes nestas questões. São famílias que discordam na maneira de tratar o assunto”, esclarece Margarida Faria. Há sobretudo alguma dificuldade em falar sobre o assunto, porque temem os rótulos,“temem que o filho venha a ser homossexual ou transexual”, acrescenta a professora.
    (...)
    Ser ‘maria-rapaz’ acaba por não fazer mal, até é engraçado, mas ser ‘mariquinhas’ já é diferente”, sublinha Marta Rosa.
    O nome, esse, é um trocadilho com a expressão do pedaço de vidro que nos mostra quem somos. É fruto de uma ação pro-bono da BeNext, que também desenhou o logótipo. “O nome é uma evolução de ‘Espelho Meu’. É um reflexo mais profundo do que se é além do que se vê à primeira vista. A relação com o espelho pode parecer óbvia mas, no caso destas crianças, é o momento em que se confrontam com a ‘sua’ imagem que pode não corresponder àquilo que elas ‘são’ no seu íntimo“, explica Raul Reis, diretor criativo da agência de publicidade e design.
    A imagem do projeto reflete precisamente essa fusão entre feminino e masculino. “Representa essas dúvidas que chegam da intimidade. O círculo representa o mundo fechado em que estas crianças vivem, porque têm duvidas sobre a aceitação. Os dois rostos dão esta dupla função de causar essa ambiguidade. Esta figura que se vê ao espelho vê na realidade outra figura”, remata o criativo.
    Esta é também uma questão de cores. Tanto o IAC como a AMPLOS clamam pelo fim dos “bibes cor de rosa e azul” e da “chuva de roupas rosa ou azul que rebenta quando a grávida diz de que sexo é o bebé”. Em vez disso, sugerem que seja dada liberdade pelos pais e educadores para que as crianças escolham as brincadeiras, os desportos e as roupas que quiserem. O próprio logótipo não foi colorido ao acaso.“Quisemos escolher cores mais ambíguas que também refletissem a dúvida, e fugir ao óbvio rosa e azul”, explica Raul.
    Segundo a presidente da AMPLOS, um dos objetivos principais é dizer a crianças e famílias “que não estão sozinhas” e passar a mensagem, através de testemunhos e artigos, de que “é essencial que as crianças cresçam em ambientes seguros, livres, venham a ser o que forem. A fluidez de género é só isso — fluidez de género. O futuro não se sabe”, sublinha.
    A página é gerida em conjunto pelas duas organizações e por pais de crianças com fluidez de género. Os professores e médicos são alvos preferenciais: “Nós no IAC sabemos que há professores que não sabem lidar com uma expressão de género diferente na sala de aula ou no recreio. Há crianças que são encaminhadas para o psiquiatra.As atitudes que se tomam nesta idade podem ter consequências terríveis”, adverte.
    Vasco queria ser uma menina nas peças de teatro da escola e o pedido não foi problemático. Nem para a professora Marta Rosa nem para as restantes crianças. “Ele assumia a personagem de menina em tudo: na voz, nos gestos, no andar. Os outros miúdos achavam imensa piada. Mas isto nem sempre acontece assim”, conclui a professora.

  14. Contraceção de longa duração

    domingo, 19 de junho de 2016

    Tudo, mas mesmo tudo, que sempre desejou saber sobre contraceção de longa duração pode ser encontrado neste magnífico site, patrocinado pela Bayer. Pois...não há almoços grátis!


    É super intuitivo, usa linguagem simples e clara. Cientificamente, apresenta-se sem mácula e, visualmente, é muito interessante.
    Deve fazer parte dos favoritos de todas as mulheres e homens, jovens e menos jovens. Sim, homens também! Embora o corpo seja da mulher e a decisão final seja dela, penso que o homem também deve ser ouvido na politica contracetiva/planeamento familiar a seguir pelo casal. 


    Também é possível descarregar uma checklist para ajudar a conhecer e a decidir (se se pretender) qual a contraceção de longa duração mais adequado para cada caso específico.

  15. Ilustrar Sentimentos

    sexta-feira, 10 de junho de 2016

    No âmbito da oficina de formação "Educação Sexual em Contexto Escolar: da Teoria à Prática" que tive o prazer de orientar em Lagos, propus às formandas que realizassem a atividade 'Ilustrar sentimentos'. Esta atividade consiste em, tal como no nome diz, ilustrar, com desenhos, palavras, imagens,... um sentimento. No caso, os sentimentos/emoções foram sorteados, mas poderiam ter sido de escolha livre.

    Esta pode ser uma atividade muito interessante para abordar com os(as) alunos(as) a temática dos afetos. Poderá culminar numa exposição dos trabalhos elaborados. 


    No caso da oficina que orientei, os trabalhos eleitos como sendo os melhores foram os seguintes: 


  16. E se fosse consigo? - Violência Doméstica

    terça-feira, 7 de junho de 2016


  17. Violência no namoro

    segunda-feira, 6 de junho de 2016

    O tema da violência no namoro entrou na trama da série juvenil da TVI - Massa Fresca.
    Os atores que interpretam as personagens que retratam o problema participam neste vídeo, publicado no Facebook da novela/série da TVI, onde dão algumas pistas sobre como detetar e o que fazer na presença de violência no namoro.
    Os dois jovens atores terminam o vídeo referindo "se não acabaste até aqui, acaba, porque daqui para a frente só vai piorar. Pede ajuda a amigos e família. Porque só faz sentido namorar com uma pessoa que gosta de ti".